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Dr Cristiano Laurino descreve sua participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016

              As principais responsabilidades e atividades exercidas foram: 

  •       Gerenciar clinicamente todos os profissionais de saúde na instalação (médicos, enfermeiros, socorristas, fisioterapeutas) de acordo com suas habilidades
  •       Auxiliar na etapa final de planejamento da instalação, trabalhando próximo com as áreas funcionais relevantes; Revisar documentos desenvolvidos; contribuir com aspectos únicos de sua instalação; Fornecer dados para melhoria contínua e feedback médico relevante; 
  •       Atuar como um agente de ligação de serviços médicos entre a instalação, a Policlínica na Vila Olímpica e os hospitais referência; Assegurar que indicações de transferências para a Policlínica estivessem adequadas ao escopo de serviços disponíveis; 
  •       Coordenar, na instalação, o serviço de ambulância contratada; Nas transferências para o Hospital referência ou Policlínica, o VMM determinou o tipo de ambulância para transporte e comunicou a equipe munindo-a de todas as informações necessárias, assim como enviando relatório escrito;
  •       Assumir a liderança médica em casos em que seja declarado incidente com múltiplas vítimas; Conhecer e seguir política e diretriz de gerenciamento de risco garantindo também a que a equipe o siga;
  •       Conhecer as regras e responsabilidades dos médicos das delegações no tratamento do atleta, suportando a coordenação de seu gerente médico; Iniciar, precocemente, relacionamento com a direção médica das Federações Internacionais (FIFA e IAAF) e Comitês Olímpicos, notificar aos médicos do Comitê Olímpico Internacional os acidentes ou traumatismos de maior proporção ocorridos com atletas.
  •       Gerenciar o atendimento médico a todos os trabalhadores das áreas funcionais, oficiais técnicos das delegações, membros da Família Olímpica, além de todos os expectadores durante o período de competições, além de gerenciar as remoções para os hospitais de referência em casos de necessidade.
  •       Respeitar e divulgar as regras da WADA sobre medicamentos e métodos proibidos aos membros da equipe, assim como monitorar a prescrição de medicamentos aos atletas.  

Os Campeonatos Ibero americanos realizados no Estádio Olímpico entre os dias 14 a 16 de maio de 2016, funcionaram como evento-teste de diversas áreas funcionais e contou com a minha participação como gerente médico e da gerente médica operacional. Neste evento pudemos analisar in loco os detalhes de posicionamento de equipes de atendimento de “field of play” (FOP), executar remoções por ambulâncias, analisar os deslocamentos de pessoal dentro da instalação, treinar a comunicação por rádio entre os membros da equipe, conhecer os equipamentos das malas de resgate, treinar o resgate e remoção do paciente do FOP para o posto médico e as remoções para hospitais de referência. 

 Durante o período que antecedeu o início dos Jogos, todos os Gerentes Médicos de Instalação foram convidados pelo Comitê Organizador Rio 2016 a realizar cursos de assuntos específicos, com o objetivo de atualizar e disseminar informações aos membros da equipe médica multidisciplinar. Os cursos seguem abaixo:

  •       Resposta Emergencial ao Terrorismo - Gordon Center for Research in Medical Education da University of Miami.
  •       Triagem nas Grandes Catástrofes - Gordon Center for Research in Medical Education da University of Miami.
  •       Abordagem Avançada no Trauma - Berkeley
  •       Treinamento Avançado em Emergências Cardiológicas – Berkeley
  •       Curso de Vigilância e Atenção em Saúde nos Jogos Rio 2016 – AVASUS – Ministério da Saúde

Foram anos de preparação desde a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e o nosso trabalho específico no estádio se iniciou no dia 22 de julho e se encerrou no dia 22 de agosto, um mês de trabalho intenso em equipe dentro do Estádio Olímpico.

O Estádio Olímpico recebeu o primeiro evento dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no dia 03 de agosto, a partida de futebol feminino Brasil e China, assim como outras sete partidas de futebol masculino e feminino que se sucederam, antes do início das competições de atletismo, que se iniciaram no dia 12 de agosto.

Recebemos visitas diárias e inspeções de oficiais médicos das diversas organizações, tais como o COI, FIFA, IAAF, assim como agências reguladoras nacionais.

Mais de 6000 pessoas dedicaram seu trabalho e conhecimento específico no Estádio Olímpico para atender às competições. Foram 289 árbitros que regeram com maestria uma competição de atletismo representada por 207 países, 2470 atletas, 42 modalidades e distribuindo 186 medalhas.

Com uma área de 188.000 m2 e capacidade máxima de 50.000 expectadores, montamos no Estádio Olímpico, especificamente para as competições de atletismo, entre os dias 12 e 21 de agosto, 6 postos médicos (2 para atletas e 4 para público), 6 postos de "field of play", 4 dentro da pista de competição, 2 nas áreas de aquecimento de atletas de pista e campo, além de 9 ambulâncias de suporte avançado de vida  posicionadas juntos aos postos médicos, sendo 4 delas designadas especificamente para os atletas. 

Foram mais de 300 profissionais da área médica do mundo todo, voluntários selecionados e treinados segundo amplos critérios estabelecidos pelo Comitê Organizador Rio 2016, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, massoterapeutas e socorristas. Diariamente as equipes de profissionais foram posicionadas e receberam informações prévias e durante os eventos sobre os riscos previstos em cada prova, as lesões ou condições clínicas mais frequentes, além das formas de abordagem do atleta segundo as regras vigentes e o momento do chamado ou da lesão.

Todas as mais extremas sensações físicas e mentais foram vividas pelos atletas neste momento histórico conhecido por Jogos Olímpicos. Expectativa, competição, deslumbramento, foco, superação, decepção, alegria, tristeza, espetáculo, tragédia, disposição, esgotamento, reconhecimento, esquecimento, gratidão, insatisfação, transformação e revolução, descrevem um pouco do que vimos e vivemos neste período de trabalho dos Jogos.

Sem dúvida o melhor do que a humanidade pode criar para registrar em números e sensações o que o ser humano é capaz de fazer.Momento da história humana em que o maior número de pessoas trabalham ativamente ou vivenciam como expectadores dentro de um grande evento.

Trabalhar como Gerente Médico do Estádio Olímpico, foi a experiência mais intensa e importante da minha vida profissional. Cito aqui algumas características que foram exigidas na execução do trabalho em equipe, tais como, o comprometimento com o esporte, o espírito olímpico, a flexibilidade diante das adversidades, a adaptabilidade a condições novas ou imprevistas, o planejamento, a organização de equipes, a pro atividade, o respeito à diversidade, o trabalho em equipe, a visão analítica do cenário, a gestão de pessoas, a visão sistêmica e estratégica, a liderança e a gestão de conflitos.

Agradeço o empenho, a dedicação e a qualidade de todos os membros da Equipe Médica do Estádio Olímpico com quem tive a honra de trabalhar nestes Jogos. Aprendi demais com todos com quem trabalhei.Agradeço a confiança e oportunidade depositada em mim de poder gerenciar esta competente e grandiosa equipe médica.

Agradeço ao Atletismo Brasileiro, à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT), ao Clube de Atletismo BM&FBOVESPA e a todos os profissionais da área de saúde com quem trabalhei, pois foram a escola e impulso para o desenvolvimento de todo o conhecimento específico da área médica no atletismo atual. 

Ao meu amigo, o Dr. João Grangeiro, diretor de operações médicas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e a todas as demais equipes do Estádio Olímpico, meu muito obrigado. Sem vocês nada do que o mundo viu seria possível. 

Todos nós juntos fizemos os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Cristiano Laurino


Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino

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