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Coluna

Espondilólise. Uma causa de dor lombar no esporte

Espondilólise significa: espôndilo (vértebra) e lise (defeito ósseo).

Esta lesão óssea significa uma falha entre as regiões anterior e posterior da coluna lombar e representa uma das causas de dor lombar em esportistas.

Muitas são as teorias para explicar o aparecimento da espondilólise, dentre elas temos as anormalidades do crescimento ósseo na fase de desenvolvimento (criança e adolescência), a posição ereta do ser humano, as causas genéticas e os traumatismos repetitivos.

O esporte também pode ser o causador destas lesões, devido à geração de traumatismos decorrentes de forças de múltiplas intensidades e direções. Tais forças são capazes de gerar uma fratura de estresse de uma ou duas partes das articulações de uma vértebra.

O defeito duplo causa instabilidade local e culmina com o escorregamento de uma vértebra sobre a outra, fenômeno este denominado ESPONDILOLISTESE, ESPÔNDILO (vértebra) e LISTESE (escorregamento)

A ESPODILÓLISE está presente em até 6% da população adulta, embora nem todos tenham sintomas decorrentes da lesão.

Os movimentos complexos da coluna, como as rotações e a hiperextensão do tronco podem antecipar o início dos sintomas.

As ESPONDILÓLISES bilaterais apresentam risco de escorregamento de uma vértebra sobre a outra no esqueleto imaturo (criança e adolescência).

A dor lombar de baixa intensidade é progressiva, podendo atingir grande intensidade e provocar limitações para correr e até caminhar. A dor pode se manifestar com irradiação, para a coxa, perna e pé, o que significa o comprometimento de uma raiz nervosa na coluna.

A dor irradiada (CIATALGIA) é geralmente unilateral e dificulta a realização de exercícios de alongamento. Muitas vezes o atleta insiste na realização de alongamentos para a coxa e perna, procurando o alívio dos sintomas, mas o que ocorre é a piora com aumento da irritabilidade, dor e limitação de movimentos.

O diagnóstico clínico por um especialista é fundamental e o complemento diagnóstico é feito através de métodos de imagem como as radiografias, a tomografia e a ressonância magnética.

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O tratamento clínico abrange uma ampla variedade de medidas para controle da dor, com ênfase às medidas fisioterápicas, o fortalecimento muscular e a hidroterapia.

A utilização de coletes também pode ser indicada, dependendo das características da lesão e da idade do paciente. A redução das atividades de impacto na fase inicial é de grande valia para alívio dos sintomas e resolução do processo.

O tratamento cirúrgico também pode ser indicado nos casos de falha do tratamento conservador e progressão do escorregamento da vértebra (> 50%).

A dor lombar pode aparecer cedo na vida de um esportista e nem sempre é conseqüente a problemas musculares.

Procure sempre um especialista e bons treinos !

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