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Fisiologia

A vitamina D e a prevenção de lesões

A vitamina D é um importante componente do desenvolvimento, manutenção e função do sistema musculoesquelético. O termo vitamina D se refere tipicamente ao colecalciferol ou vitamina D3.

Os níveis adequados de vitamina D se correlacionam com maior densidade mineral óssea, menores taxas de fraturas por osteoporose e incremento da função neuromuscular.

Aterrissagem

A literatura mundial apresenta um grande debate sobre os níveis adequados para as necessidades diárias, e quanto se deveria repor para prevenir as deficiências de vitamina D.

Dados epidemiológicos recentes tem identificado um número crescente de pessoas aparentemente saudáveis com deficiências de vitamina D. Além disso, há um número crescente de pacientes ortopédicos com deficiências de vitamina D, que apresentam risco de desenvolvimento de fraturas, retardo da consolidação óssea, e diminuição da função neuromuscular.

A hipovitaminose D é um termo que descreve a insuficiência ou deficiência dos níveis de vitamina D e ressurgiu recentemente como uma preocupação global à saúde das populações.

A vitamina D é obtida através de fontes da dieta, suplementação oral e exposição a luz solar. A conversão do 7-dehydrocolesterol para a vitamina D3 pela ação da radiação ultravioleta (UVB) na pele é a fonte primária de vitamina D na maioria das pessoas. Alimentos como leite e cereais representam a maior fonte de vitamina D originada da dieta nos países como EUA e Canadá.

A vitamina D3 sintetizada na pele ou originada da dieta é inativa e deve ser convertida na forma ativa, através de processos metabólicos que ocorrem no fígado e rins principalmente.

Classicamente a função primária da vitamina D é manter o equilíbrio do cálcio no sangue. A vitamina D estimula a absorção intestinal de cálcio e fósforo e aumenta a reabsorção de cálcio nos túbulos renais. Na ausência de vitamina D, a absorção de cálcio e fosforo intestinal é reduzida em até 50%, o que determina a máxima produção de um hormônio, o paratormônio (PTH), capaz de promover o equilíbrio do cálcio sanguíneo novamente, através da reabsorção de cálcio dos ossos.

Muitos autores consideram 30 ng/ml, como os níveis mínimos de vitamina D no sangue, embora mais recentemente outros autores consideram como 20 ng/ml os níveis mínimos normais. Estabelecem como insuficiência, os níveis entre 12 e 20 ng/ml e como deficiência, os níveis inferiores a12 ng/ml.

Classicamente a deficiência de vitamina D pode levar a uma pobre mineralização óssea tanto na criança como no adulto, predispondo a deformidades e fraturas. Embora a discussão permaneça sobre os níveis de normalidade da vitamina D, assim como as doses ideais e formas de tratamento, recomenda-se um envolvimento ativo entre o médico e o seu paciente no sentido de buscar um diagnóstico e instituir um tratamento precoce.

Bons treinos e previna-se !

As medidas de avaliação da dor

A dor apresenta basicamente três dimensões de expressão: a sensorial-discriminativa a motivacional-afetiva e a cognitiva avaliativa, sustentadas por sistemas especializados no sistema nervosa central (SNC).

Embora a dor apresente um sensação individual e subjetiva, ao longo do tempo algumas ferramentas foram criadas para medí-la, a ponto de podermos quantifica-la em cada momento, compará-la entre momentos diferentes de um mesmo indivíduo ou mesmo entre indivíduos.

O limiar de dor difere entre cada indivíduo e significa a amplitude de uma estimulação dolorosa que o indivíduo pode resistir de forma aceitável. A tolerância à dor também difere entre cada indivíduo, o que torna as intensidades e as limitações decorrentes da dor, extremamente variáveis, podendo ser modificadas por traços culturais, emocionais e motivacionais.

O sistema límbico é um dos moduladores da resposta comportamental à dor. A interpretação da informação dolorosa baseia-se nas experiências pregressas, podendo gerar respostas diferentes entre indivíduos ou em momentos diferentes do mesmo indivíduo.

As medidas de avaliação da dor podem ser divididas em unidimensionais e multidimensionais. As medidas de avaliação unidimensional representam escalas de identificação direta por meio de números ou imagens que representam a intensidade da dor. Dentre as escalas existentes, citamos a escala visual analógica (EVA), a escala de estimativa numérica e a escala de face de Wong-Baker para uso com crianças.

EVA1

A escala visual analógica é caracterizada como uma reta de 10 cm com palavras-chaves nas extremidades: sem dor e pior dor imaginável. A escala numérica de 0 a 10 recebe a preferência entre profissionais da área médica e indica facilmente o nível da dor experimentado pelo paciente no momento da avaliação. Como exemplo, o nível “0” significa ausência de dor, enquanto que o nível “10” significa a pior dor imaginável ou sentida pelo indivíduo em toda a vida. Outra grande vantagem da utilização da escala visual analógica é o acompamento do quadro doloroso e a avaliação periódica de melhora ou piora em decorrência do tempo, das atividades realizadas (atividades de vida diária, esportes) ou das ações de tratamento (medicamentos, cirurgia, reabilitação, repouso).

As medidas de avaliação multidimensional abordam questionários e prontuários de percepção da dor e representam avaliações mais complexas do paciente. O Questionário Breve de Dor McGill, traduzido e validado para o Brasil, propicia a identificação do caráter da dor (nociceptivo, neuropático ou misto)

O Questionário Breve de Dor McGill é constituído por quatro grupos,(8) sen- sitivo-descriminativo, afetivo-motivacional, cognitivo-avaliativo e miscelânea, 20 subgrupos e 78 descritores, conforme abaixo:

  • Grupo sensorial-discriminativo: subgrupos de 1 a 10, refere-se às proprie- dades mecânicas, térmicas, de vividez e espaciais da dor

  • Grupo afetivo motivacional: subgrupos de 11 a 15, descreve a dimensão afetiva nos aspectos de tensão, medo e respostas neurovegetativas

  • Grupo cognitivo-avaliativo: subgrupo 16, permite expressar a avaliação global da experiência dolorosa.

  •  

Subgrupos de 17 a 20 compreendem itens de miscelânea.

Cada descritor apresenta um número que indica sua intensidade. A partir do Questionário de McGill, pode-se chegar às seguintes medidas: número de descri- tores escolhidos e índice de dor. O número de descritores escolhidos corresponde às palavras que o doente escolheu para explicar a dor. O maior valor possível é 20, pois o doente só pode escolher, no máximo, uma palavra por subgrupo.

O índice de dor é obtido através da somatória dos valores de intensidade dos descritores escolhidos. O valor máximo possível é 78. Estes índices podem ser obtidos no total e para cada um dos quatro componentes do questionário: padrão sensitivo, afetivo, avaliativo e subgrupo de miscelânea.

    É fundamental que haja uma comunicação da dor pelos indivíduos aos profissionais da área de saúde para uma melhor compreensão do quadro, e introdução de medidas analgésicas e adequada avaliação da eficácia terapêutica. No esporte, ignorar a dor pode trazer como consequências diretas o surgimento ou o agravamento de lesões.

    O atleta de alto rendimento, devido às altas exigências físicas e mentais a que se submete diariamente, “convive” com quadros dolorosos, mas normalmente é amparado por uma equipe multidisciplinar para diagnóstico, tratamento e prevenção de lesões existentes ou potenciais.

    Nos últimos anos houve um aumento das evidências científicas que promovem as recomendações sobre o diagnóstico e controle da dor, publicados em artigos, anais de eventos e guidelines. A formação dos profissionais da saúde sobre a abordagem da dor deve receber atenção especial na graduação universitária, além de atualização constante de conceitos e métodos de tratamento e prevenção. Estes são pré-requisitos fundamentais para uma boa formação de profissionais da área.

    A compreensão, prevenção e tratamento dos fenômenos dolorosos exige do profissional da saúde pré-requisitos básicos sobre a fisiopatologia da dor, o diagnóstico clínico, a interpretação adequada dos exames subsidiários e dos métodos de imagem complementares, além do conhecimento específico do esporte, mediante a observação e conhecimento das características fisiológicas e biomecânicas.

    As queixas dolorosas mais comuns na prática de esportes apresentam histórias e fenômenos concomitantes variados, tais como: • dor súbita localizada ou difusa após traumatismo direto ou indireto • dor que piora durante o movimento ou a compressão local • dor não articular acompanhada ou não de inchaço e aumento da temperatura da pele • dor desproporcional aos esforços executados • dor articular, inchaço, limitação de movimento ou sensação de bloqueio • dor articular, acompanhada de inchaço, limitação de movimento, aumento da temperatura local, eritema da pele • dor articular, acompanhada de falseio ou perda de estabilidade • estalidos articulares dolorosos (joelho, tornozelo e quadril) • dor difusa que piora durante a realização de movimentos ou alongamentos • dor acompanhada de distúrbios da sensibilidade (parestesia, disestesia) • dor acompanhada de diminuição da força muscular A adesão ao tratamento da dor no meio do esporte é variável.

    Os esportistas que mais aderem ao tratamento da dor são geralmente os profissionais em parte devido às obrigações contratuais e a necessidade de um retorno rápido ao trabalho. Esportistas amadores e ocasionais falham mais na adesão ao tratamento.

    O diagnóstico tardio dos sintomas dolorosos, a não adesão ao tratamento proposto e o retorno precoce às atividades físicas sem a autorização médica são algumas das situações frequentemente encontradas no tratamento da dor nas lesões esportivas. A dor crônica no esporte pode representar dentre outras causas, a consequência da falta de diagnóstico e má adesão ao tratamento das dores agudas no esporte.

    Dr Cristiano Frota de Souza Laurino

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    Esta página tem o propósito de informar e portanto não tem a finalidade de ser um substituto dos cuidados prestados por um profissional qualificado. A matéria contida nesta página não é uma opinião definitiva sobre o seu caso, pois essa é a função do seu médico, com quem você deverá discutir seus sintomas e suas alternativas de tratamento. Os dados apresentados não são aplicáveis a todos os pacientes. Nossa meta é educativa, fornecendo algumas linhas de conduta para se lidar com problemas específicos e indicando opções alternativas que você poderá levar em consideração

     

    A dor neuropática e suas manifestações

    A dor neuropática é definida pela International Association for the Study of Pain como: “ dor iniciada ou causada por uma lesão ou disfunção que compromete primariamente componentes do sistema nervoso”, o que compreende o cérebro, a medula espinhal, as raízes e nervos.

    Classifica-se em dor neuropática central ou periférica de acordo com a localização da lesão. As dores neuropáticas tem um caráter de cronicidade e geralmente são duradouras (superior a três meses).

    Podem se manifestar em caráter de queimação, facada ou choque. Outras manifestações das dores crônicas são a hiperalgesia (sensibilidade exagerada a estímulos dolorosos)

    • alodínia (sensação dolorosa gerada por estímulos que geralmente não causam dor)
    • hiperestesias (sensações exageradas aos estímulos táteis)
    • parestesias/disestesias (sensações como formigamento e dormência)
    • hiperpatia (persistência da dor mesmo após a remoção do estímulo doloroso)

    Autor: Dr Cristiano Frota de Souza Laurino

     

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