Telefone: (11) 5081-7850

Fisiologia

A dor nociceptiva e seus mecanismos de ação

A dor nociceptiva é percebida à partir de uma cadeia de eventos que se inicia à partir da estimulação de terminações nervosas livres (TNLs). As TNLs são as terminações sensoriais mais simples de um nervo aferente e estão distribuídas por todos os tecidos corporais, sobretudo na pele.

As TNLs são responsáveis pela detecção de estímulos térmicos de calor e frio (termorrecepceptores), estímulos mecânicos de toque, pressão e estiramento (mecanoceptores) e finalmente a dor (nociceptores).

Os nociceptores são neurônios sensoriais encontrados por todo o corpo humano capazes de enviar sinais que causam a percepção da dor por meio de axônios, que se extendem na direção do sistema nervoso periférico em resposta a um estímulo potencial ou real de dano tecidual. Seus corpos celulares estão localizados na cadeia ganglionar trigeminal (face) e na raiz ganglionar dorsal (restante do corpo humano).

O disparo dos nociceptores na transmissão elétrica se dá quando os limiares dos estímulos químicos (íons potássio, bradicinina, serotonina, histamina e enzimas proteolíticas), mecânicos ou térmicos são superados. Alguns nociceptores são também chamados de polimodais por responderem a mais de um tipo de estímulo.

Podemos classificar os axônios dos nociceptores em dois grupos:

  • Fibras “fibras Aδ” (A Delta): são mielinizadas, compõem o trato neoespinotalâmico, são capazes de conduzir um potencial de ação da ordem de 12 a 30m/seg em direção ao sistema nervoso central, caracterizando a dor aguda e bem localizada
  • Fibras axonais “tipo C”: são amielínicas, compõem o trato paleoespinotalamico, são mais lentas (0,5 a 2m/s), caracterizando a dor mal localizada e contínua.

A dor nociceptiva origina-se em duas fases. A primeira fase é mediada pelas fibras de rápida condução, “fibras Aδ” (dor aguda, extrema) e a segunda fase pelas fibras de condução lenta do tipo C (dor prolongada e menos intensa)

As sensações dolorosas agudas, assim como as sensações térmicas e táteis convergem para o tálamo, uma rede de interpretação sensitiva da dor. Alguns dos núcleos do tálamo emitem projeções ao córtex cerebral, tornando possível a consciência da sensação dolorosa.

A dor crônica, origina-se à partir dos impulsos recebidos pela via lenta e são direcionados à formação Reticular e no Tálamo, caracterizando a percepção vaga da dor. À partir do Tálamo, os impulsos são direcionados ao Giro Cingulado (qualidade afetiva ou emocional da dor) e ao Córtex Somatosensor (tipo de dor, localização e aspectos emocionais).

A dor no universo do esporte

A dor é um fenômeno fisiológico fundamental para a manutenção da integridade dos tecidos e, sobretudo, da vida. Hoje, cerca de 70% das pessoas que procuram por um médico no Brasil o fazem por causa de uma queixa dolorosa.

Para o ortopedista especificamente, a dor é um dos sintomas mais frequentes na prática diária. No esporte, quer seja ele recreacional, amador ou profissional, a dor é um dos parâmetros limitadores do rendimento, gerando como consequências a perda de concentração, a insegurança e até a incapacitação.

A Associação Internacional para os estudos da dor dor (International Association for the Study of Pain) definiu dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial de um ou mais tecidos, ou descrita em termos de tal dano”.

A dor pode ser descrita como uma experiência muldimensional que envolve aspectos sensoriais, cognitivos, afetivos, emocionais e motivacionais, logo representa um fenômeno fisiológico fundamental para a manutenção da integridade dos tecidos e sobretudo da vida.

Da atividade física ao esporte profissional, a dor é um dos parâmetros limitadores do indivíduo. Ignorar a dor traz como consequências diretas o surgimento ou o agravamento de lesões.

A percepção e interpretação da dor podem ser modificados por fatores sociais, tais como o sexo, a raça, a religião e o nível sócio-econômico. As variadas manifestações da dor são capazes de gerar impacto na vida do praticante de esportes e no contexto sociocultural e familiar no qual está inserido.

No esporte competitivo, amador ou profissional, a dor acompanha a busca pela superação dos limites, muito embora a adequada compreensão das diferentes formas de dor e de seus riscos seja uma habilidade restrita a poucos indivíduos. O aprendizado das diferentes formas de dor que o praticante de esportes experimenta no decorrer da vida, facilita o diagnóstico precoce e o tratamento das lesões

O uso frequente e muitas vezes indiscriminado de drogas analgésicas e antiiflamatórias para amenizar sintomas dolorosos ou mascarar as consequências de lesões é parte integrante do universo esportivo.

Autor: Dr. Cristiano Frota de Souza laurino

 

Advertência

 

Esta página tem o propósito de informar e portanto não tem a finalidade de ser um substituto dos cuidados prestados por um profissional qualificado. A matéria contida nesta página não é uma opinião definitiva sobre o seu caso, pois essa é a função do seu médico, com quem você deverá discutir seus sintomas e suas alternativas de tratamento. Os dados apresentados não são aplicáveis a todos os pacientes. Nossa meta é educativa, fornecendo algumas linhas de conduta para se lidar com problemas específicos e indicando opções alternativas que você poderá levar em consideração.

 

Vantagens e desvantagens de correr na rua e na esteira

A corrida de hoje é praticada em diversos tipos de superfícies e ambientes. Todos os tipos de superfície apresentam vantagens e desvantagens para a prática da corrida.

Podemos citar algumas vantagens e desvantagens de cada tipo de superfície.

As vantagens de correr na esteira:

  • Ambiente geralmente mais seguro dentro de salas controladas
  • Temperatura e umidade controlados
  • Controle mais preciso da velocidade, distância, inclinação e gasto calórico.
  • Sem interferência dos fatores de risco do solo (irregularidades do terreno, obstáculos naturais e artificiais, superfícies escorregadias, buracos)
  • Sem interferência das condições de iluminação do ambiente
  • Sem interferência dos fatores climáticos (ventos, chuvas, calor, frio, umidade)
  • Facilidade de identificação de erros técnicos
  • Redução das forças de reação da esteira sobre as estruturas musculoesqueléticas, devido aos mecanismos de amortecimento do equipamento
  • Preferência nas etapas finais de reabilitação de lesões ortopédicas (caminhada, trote e corrida)
  • Possibilidade de assistir à tv e vídeos enquanto corre

As desvantagens de correr na esteira:

  • A esteira se move embaixo dos seus pés ao invés de você promover o deslocamento para frente
  • Movimentos de corrida impulsionados por “saltos” com características diferentes da corrida na rua
  • Exigência menor dos músculos isquiotibiais (posteriores da coxa)
  • Mais monótona, com necessidade de atenção constante
  • A perda de atenção pode provocar acidentes e quedas
  • Descer da esteira em movimento pode provocar acidentes e quedas
  • Ausência de curvas e mudanças de direção
  • Impossibilidade de se correr em declive
  • Diminuição da propriocepção provocada pela ausência de irregularidades do terreno
  • Correr frequentemente na esteira desprepara parcialmente o corredor no asfalto por ausência de obstáculos naturais e artificiais, além das variações climáticas
  • A aquisição de boas esteiras tem custo elevado
  • A quebra do equipamento impossibilita a corrida até o seu reparo
  • A utilização de esteiras dentro de academias exige pagamento de mensalidade para utilização.

As vantagens de correr na rua:

  • O treinamento é uma simulação real das condições encontradas nas competições
  • As forças de reação do solo sobre as estruturas musculoesqueléticas são equivalentes a 2 a 3 vezes o peso corporal, promovendo maior exigência física do corredor
  • Exigência maior do corredor nas diversas condições do solo (irregularidades do terreno, obstáculos, superfícies escorregadias, buracos), promovendo maior desenvolvimento da propriocepção
  • Exigência maior do corredor nas diversas condições ambientais (iluminação, umidade, temperatura, vento e pressão atmosférica)
  • Possibilidade de correr em declive
  • Permite variar rapidamente a velocidade
  • Permite correr em grupos
  • Possibilita grande sensação de bem estar

As desvantagens de correr na rua:

  • Risco maior de lesões acidentais (torsões do tornozelo)
  • Risco maior de lesões por sobrecarga
  • Risco maior de desenvolvimento de doenças em virtude à exposição às condições ambientais
  • Falta de segurança

Estabeleça as suas próprias vantagens e desvantagens e vá correr. Bons treinos!

 

Busca

eventos

VÍDEO MAIS VISTO

 

Assine nossa Newsletter

Temos 11 visitantes e Nenhum membro online

atividade
exercicio

Artigos Científicos


 

Localização

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2850
Jardim America, São Paulo,
CEP:01442-002
Telefone: (11) 5081-7850