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Fisiologia

Os perigos da hipotermia

Há quem não troque as vantagens de correr ao livre por nada desse mundo, nem mesmo quando as temperaturas despencam. E aí tem um perigo que todo mundo já ouviu falar: a hipotermia.

Ao fazer exercícios físicos em contato direto com frio, vento, chuva e até neve, o corpo acaba sendo mundo mais exigido do que em situações normais. “Nesses casos, perdemos mais calor do que conseguimos produzir e nossa temperatura fica abaixo dos 35ºC”.

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Bem mais comum do que pode parecer, os casos de hipotermia podem ser divididos em três níveis:

Hipotermia leve: vai de temperaturas corporais entre 35 e 33ºC e se manifesta pela sensação de frio (resfriamento da pele), aparecimento de calafrios (tremores), espasmos musculares (cãibras) e cianose de extremidades (arroxeadas).

Hipotermia moderada : vai temperaturas corporais entre 33 e 30ºC e se manifesta pelo desaparecimento dos tremores (temperaturas inferiores a 31ºC), letargia e sonolência, distúrbios de consciência (perda da atenção, memória e fala).

Hipotermia grave : todas as funções fisiológicas tornam-se mais lentas (sistemas respiratório, cardiovascular, nervoso). Abrange temperaturas corporais inferiores a 30ºC e se manifesta pela imobilidade do paciente, diminuição da frequência cardíaca (bradicardia), dilatação das pupilas, inconsciência, coma, podendo levar à morte.

Pessoas esses sintomas pecisam de auxílio e atendimento médico. Se o socorro demorar a chegar, algumas medidas caseiras podem adiantar o processo de recuperação, como tirar roupas úmidas, cobrir todas as partes do corpo com um cobertor, tomar bebidas quentes, usar almofadas térmicas e ficar em ambientes com ar quente.

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Já a hipotermia grave deve ser tratada preferencialmente no hospital. A progressão da hipotermia sem o diagnóstico ou tratamento adequados pode levar à situações graves e irreversíveis.

Por isso, fique atento e bons treinos!

Veja tambem no blog Nikerunning - Os perigos da Hipotermia

O que não sabemos sobre a corrida e as lesões !

Décadas se passaram desde que as primeiras pessoas começaram a correr como um meio de praticar exercícios físicos.

Os corredores do passado praticavam a corrida ainda de forma rudimentar se comparados aos conhecimentos de preparação, biomecânica e treinamento que conhecemos hoje.

Por outro lado, a corrida assumiu o papel de uma modalidade individual de abrangência mundial nos dias de hoje. As estatísticas de lesões na corrida, porém, passaram a abranger um número cada vez mais amplo de novas lesões com gravidades variadas.

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Ao longo dos últimos 30 anos, apesar do grande desenvolvimento da indústria de calçados esportivos, as estatísticas de lesões continuaram elevadas.

O empenho no desenvolvimento de calçados específicos, visando a melhora do rendimento e a prevenção de lesões, parece não ter surtido o resultado desejado ao longo de algumas décadas de investimentos.

Podemos raciocinar de forma simplista sobre duas hipóteses que possam explicar tal fenômeno:

1a hipótese: "os tênis de corrida não protegem efetivamente contra lesões"

2a hipótese: "os tênis de corrida não representam grande importância na geração das lesões na corrida.

Sabemos hoje que as variáveis que norteiam o treinamento esportivo como: os programas de treinamento, o tempo de recuperação entre treinos e os efeitos gerados na estrutura musculoesquelética, possuem importância maior na origem das lesões.

Aparentemente, os calçados de corrida não representam grande parte desta equação.

 

Aindanão sabemos, por exemplo, se os calçados construídos nos dias atuais são os mais adequados para a corrida, mas também desconhecemosos efeitos de longo prazo para os novos conceitos que surgem diariamente, tais como: correr com os pés descalços, calçados minimalistas, ou modificações na mecânica das passadas.

Os padrões de aterrissagem e apoio dos pés durante a corrida são essencialmente determinados por alguns fatores, tais como: a anatomia do pé e tornozelo, a biomecânica, fatores neuromusculares, a superfície de contato, a velocidade da corrida e os calçados.

A aterrissagem com o toque inicial do antepé (parte anterior do pé) promove um aumento de algumas forças e diminuição de outras sobre o pé, deslocando a carga para diferentes estruturas, quando comparado ao padrão de toque inicial do retropé (parte posterior do pé).

De uma maneira geral, um corredor adota a estratégia de toque inicial do antepé quando desenvolve uma corrida em alta velocidade e sobre superfícies duras.

Por outro lado, o corredor adota a estratégia de toque inicial do retropé geralmente em corridas de baixa velocidade e sobre superfícies macias.

 

Não sabemos atualmente se a corrida com os pés-descalços modificaria a estatística das lesões na corrida, como conhecemos hoje.

 

Devemos considerar que para conhecermos a estatística de lesões de uma determinada "forma de corrida", precisaríamos avaliar sistematicamente os efeitos de médio e longo prazo de programas de treinamento e competições e não simplesmente os aspectos subjetivos de poucos corredores recreacionais.

Atualmente alguns poucos indivíduos correm com os pés descalços e atualmente não há uma razão óbvia ou tão pouco uma evidência científica para se fazer esta mudança na forma de correr.

As forças de impacto (ação e reação) existentes na corrida são importantes para o fortalecimento músculo-esquelético em geral e não há evidência conclusivas de que causem lesões se analisadas isoladamente. A avaliação sistemática de estudos científicos constatou não haver diferença significante nas dimensões das forças atuantes entre grupos de pessoas que sofreram ou não fraturas de estresse nos membros inferiores.

Muito embora a "pronação excessiva", assim como a "supinação excessiva" tenham sido rotuladas como as grandes vilãs na geração de lesões na corrida, não sabemos ao certo quais parâmetros biomecânicos são considerados para designarmos, por exemplo, alguém como "hiperpronador" e não conhecemos evidências científicas de que a "pronação excessiva" isolada cause lesões.

De forma similar, a indústria de palmilhas tem procurado suprir uma lacuna na prevenção de lesões, que os tênis deixaram para trás, mas também encontramos fraca evidência científica de que as palmilhas possam reduzir certos tipos de lesões na corrida.

O quesito "conforto", na escolha de um tênis para correr, não é fácil de se definir. Conforto se refere a uma combinação de sensações como: bem estar, segurança, liberdade de movimentos, ausência de pontos de maior pressão, leveza, entre outros. Por incrível que possa parecer o conforto é provavelmente a variável pessoal mais importante na escolha de um tênis.

Caro leitor, não sabemos muitas respostas para esta avalanche de perguntas que desaba sobre nós todos os dias no mundo das corridas.

Corra, estude e desenvolva seu senso crítico.

Bons treinos !

A Dor Muscular Tardia

Todos nós temos a lembrança de pelo menos uma vez termos sofrido dores ou desconforto após um dia de treino e que se prolongou por alguns dias.

A dor que vem acompanhada da sensação de "músculos presos" dificulta a realização dos movimentos e nos preocupa quanto à possibilidade de desenvolvermos uma lesão mais grave. Estas situações são conhecidas e muito freqüentes na vida de um atleta.

Podemos descrever dois tipos de dor muscular relacionada ao exercício:

  • AGUDA: ocorre durante ou imediatamente após o exercício e freqüentemente reflete fadiga, causada pela produção de substâncias químicas geradas durante o exercício (catabólitos). Este tipo de desconforto desaparecerá após alguns minutos de descanso. Uma vez eliminado o desconforto, o exercício pode ser reiniciado sem que haja efeitos residuais. O importante é não continuar a atividade com desconforto, até que se esteja apto a exercitar a área afetada novamente sem dor.
  • TARDIA : desenvolve-se de 24 a 48 horas após o término do exercício com um máximo de desconforto entre 24 e 72 horas e podendo persistir de sete a 10 dias.

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A Dor Muscular Tardia (DMT) é uma das queixas mais frequentes no esporte e pode ocorrer em qualquer músculo esquelético . É normalmente mais comum em indivíduos que reiniciam seus treinamentos após longo período de descanso, nas mudanças de intensidade e volume ou após a introdução de movimentos diferentes.Também se observa a DMT naqueles sem o hábito de praticar atividades físicas que subitamente realizam um exercício muscular vigoroso, desenvolvendo uma tensão muito grande no músculo.

Os eventos que causam a DMT são parcialmente compreendidos até o momento. O evento inicial é o rompimento da menor unidade de contração da fibra muscular, chamada sarcômero. Imediatamente se inicia um processo inflamatório que causa o inchaço das fibras musculares, que por sua vez estimulam receptores de dor.

Portanto, a DMT é o resultado de lesões microscópicas das fibras musculares após a sobrecarga de exercícios excêntricos, nos quais tais fibras são alongadas à medida que as forças são aplicadas a elas. Alguns exemplos de contrações excêntricas ocorrem nas corridas em descidas, ou durante o movimento descendente de um agachamento.

Tal ação gera a degradação do colágeno, unidade estrutural fundamental do músculo-esquelético. O montante das lesões depende da intensidade e da duração do exercício, além do tipo de exercício realizado. O inchaço (edema) pode ocorrer dentro do músculo ou ao seu redor, resultando maior dor e rigidez.

A dor e o desconforto não apresentam relação com episódio de trauma muscular e são mais intensamente percebidas durante a contração muscular ativa e o alongamento. O indivíduo também refere que a musculatura está mais tensa, fraca e incoordenada. Frequentemente ocorrem dificuldades na execução de exercícios de alongamento, além do temor de que alguns gestos esportivos mais intensos poderão ser prejudiciais.

Embora a DMT seja frequente, não é necessariamente uma etapa para atingir a forma física. Há muitas medidas para evitar, prevenir ou tratar a DMT, muito embora as medidas que hoje conheçamos não sejam capazes de afastar completamente a chance de desenvolvê-la.

Atualmente não há evidências científicas substanciais que apresentem métodos ideais no tratamento ou prevenção da DMT, muito embora diversos recursos sejam empregados amplamente na tentativa de aliviar sintomas e promover um retorno precoce às atividades do atleta com menor risco.

Algumas medidas são apresentadas abaixo:

  • Repouso relativo, através da realização de exercícios aeróbicos de baixa intensidade, que promoverão aumento do fluxo sanguíneo aos músculos afetados, diminuindo a dor;
  • Evitar atividades vigorosas que piorem a dor;
  • Compressas com gelo (crioterapia) sobre a área afetada durante 20 a 30 minutos. A técnica de imersão da região afetada em água com gelo apresenta resultados ineficientes na tentativa de minimizar os marcadores da DMT em indivíduos destreinados, embora seja uma medida utilizada amplamente no meio esportivo competitivo;
  • Elevação do membro afetado, o que promove uma melhor drenagem durante o repouso;
  • Aquecimento antes da atividade física com atividades aeróbicas de baixo impacto como caminhar, pedalar ou trotar. Desaquecimento após o exercício;
  • Alongamentos suaves antes da realização de atividades físicas.
  • Técnicas de fisioterapia combinadas (eletro estimulação)
  • Massagem sobre os músculos dolorosos;
  • Utilização de medicamentos que propiciem uma melhora rápida da dor.
  • Esperar a melhora da dor antes de realizar exercícios vigorosos
  • Exercícios de alongamento suaves até o ponto do início do desconforto, mantendo a posição por 10 a 30 segundos;
  • Começar com atividades fáceis e moderadas e aumentar a intensidade e a duração gradualmente;
  • Evitar mudanças bruscas no tipo e duração dos exercícios;
  • Caso a dor persista por mais de sete dias ou aumentem os sintomas apesar das medidas de tratamento empregadas, consulte um especialista.

Previna-se da dor muscular tardia e bons treinos!

 

 

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