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Fisiologia

Musculoskeletal injuries in track and field. A two-year follow-up in Competitive Athletes

Musculoskeletal injuries in track and field. A two-year follow-up in Competitive Athletes

Cristiano Frota de Souza Laurino ; TAKAHASHI, Rogerio Diniz ; GUEDES, Patricia ;COHEN, Moises .

In: 2007 ISAKOS CONGRESS, Florence - Italy. Programa Oficial.

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Dr Cristiano Frota de Souza Laurino

Rabdomiólise

As modalidades de corrida que abrangem as longas distâncias , tais como as maratonas, ultramaratonas, corridas de montanha e corridas de aventura tem crescido de forma acelerada em nosso meio. Muitos dos praticantes destas modalidades estabelecem metas de rendimento a prazos curtos e com preparos inadequados para disputarem competições.

Provas duradouras exigem uma longa base de aprendizado técnico, periodização de treinamento adequado e apoio nutricional, dentre outros cuidados.

As complicações clínicas decorrentes do excesso de atividade muscular em condições adversas, podem ser preocupantes e muitas vezes graves para a vida do esportista.

A Rabdomiólise (RM) é uma síndrome caracterizada por uma destruição das fibras musculares esqueléticas e que resulta na liberação dos constituintes intracelulares das fibras para a circulação sanguínea.

Os elementos liberados para o sangue são os eletrólitos (sódio, potássio, cálcio, fosfatos, uratos), as mioglobinas (proteínas transportadoras e armazenadoras de oxigênio intracelular nos músculos), e as proteínas do músculo como a creatinoquinase (CK) e a aspartato aminotransferase (TGP). A quantidade de mioglobina e de CK no sangue representam uma medida do grau de lesão muscular causada pela RM.

A RM apresenta gravidades variáveis e dependentes da massa muscular comprometida e pode causar complicações para o sistema renal, pois o excesso de mioglobina leva à obstrução dos túbulos renais, causando isquemia e lesão tubular, culminando com uma insuficiência renal aguda. A insuficiência renal aguda é uma das complicações relativamente frequentes da RM e em casos raros, pode até mesmo levar à morte.

Os sinais e sintomas da RM são:

Cor da urina escura, vermelho ou cor de coca-cola (mioglobinúria)

Redução do volume de urina

Fadiga, dores musculares e fraqueza generalizada

Rigidez muscular e dores articulares

Dosagem de enzimas musculares elevadas no sangue (CK muito elevado)

Desequilíbrio dos eletrólitos no sangue mais frequentes: potássio elevado (hipercalemia), fosfato elevado (hiperfosfatemia), cálcio baixo (hipocalcemia), ácido úrico elevado (hiperuricemia)

O exercício físico extenuante e prolongado é descrito como um dos fatores desencadeantes da RM e está relacionado às condições climáticas desfavoráreis, como temperaturas muito baixas ou nas altas temperaturas com alta umidade, associadas a hidratação e reposição de eletrólitos inadequadas.

Há muitas outras causas relacionadas ao aparecimento da RM, tais como:

Traumatismo muscular direto, lesões por esmagamento, quedas e acidentes

Síndrome compartimental aguda dos membros inferiores após fraturas

Queimaduras graves e extensas, lesões por choques elétricos ou raios

Infecções virais: vírus da gripe A e B, Coxsackie, vírus Epstein-Barr, Herpes simplex, parainfluenza, adenovírus, Echovirus, HIV e citomegalovírus

Infecções bacterianas que podem causar septicemia e acúmulo de toxinas nos músculos

Convulsões

Estado de coma, com tempo de compressão muscular prolongado, causado pelo estado de inconsciência devido a uma doença, alcoolismo, medicamentos ou overdose de drogas (cocaína e anfetaminas).

Imobilizações prolongadas

Picadas de insetos e venenos de cobra, pois liberam enzimas chamadas de proteases e fosfolipases, podendo causar hemólise (destruição de glóbulos vermelhos), lesão muscular e necrose de tecidos.

Doenças endócrinas como a diabetes, o hipotireoidismo e o hiperaldosteronismo

Doenças genéticas, como deficiências congênitas das enzima musculares (deficiências enzimáticas mitocondriais) e a distrofia muscular

Doenças auto-imunes: polimiosite e a dermatomiosite

Atenção redobrada durante as atividades físicas intensas e de longa duração. Bons treinos!

 

Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino

A estatística das lesões na corrida

               A corrida continua a ser o esporte de escolha de milhares de pessoas pelo mundo devido a razões básicas, como a conveniência de poder praticá-la em muitos lugares, a relativa facilidade de execução e os benefícios de saúde que ela promove.


A prática da corrida como atividade física tem demonstrado ao longo do tempo notórios benefícios cardiovasculares, no aumento da longevidade e na preservação da qualidade de vida.

A corrida também assumiu o papel de um dos esportes individuais que mais cresce anualmente no mundo todo. O fenômeno mundial da corrida atrai cada vez mais jovens em busca de saúde, prazer, relacionamentos e competição.


A corrida regular praticada a longo prazo também desencadeia uma série de adaptações músculo-esqueléticas, podendo gerar benefícios nos tecidos musculares, tendinosos, ósseos, ligamentares e cartilaginosos. Tais benefícios são representados pelo fortalecimento dos tecidos, incrementos na força, coordenação, propriocepção, resistência, equilíbrio e na flexibilidade, dentre outros.

As estatísticas de lesões na corrida, porém, passaram a abranger um número cada vez mais amplo de novas lesões com gravidades variadas.
 A literatura ainda busca respostas definitivas sobre as consequências da corrida a curto, médio e longo prazo e também sobre as reais implicações dos fatores de risco na geração de lesões músculo-esqueléticas.

Perguntas aparentemente simples permanecem sem respostas: “O que podemos fazer para evitarmos lesões na corrida? Quais fatores de risco devem ser valorizados na prevenção de lesões?”
As respostas são complexas e individuais, já que são dependentes de múltiplas variáveis, tais como: idade, sexo, peso, anatomia (alinhamento dos membros inferiores, restrições articulares), estado nutricional, biomecânica da corrida, lesões pregressas, fatores ambientais, tempo de experiência de corrida, características do treinamento, intervalo entre sessões de treinamento, calçados e superfícies do terreno e fatores psicológicos, dentre outros. 



Apesar de numerosos estudos abordarem as relações dos fatores de risco com as lesões na corrida, pouca evidência científica foi encontrada até o momento. Dentre os fatores considerados de maior risco para o desenvolvimento de lesões na corrida em corredores recreacionais estão: as lesões pregressas, a pequena experiência na corrida, o treinamento para competição, a competição de corrida e a distância semanal excessiva de treinamento. Tais fatores podem diferir para corredores profissionais e com grande experiência de treinamento e competição.

Hoje sabemos que não há esporte isento de riscos de lesões a curto, médio e longo prazos. Mesmo corredores recreacionais estão sujeitos a lesões de pequena gravidade, pelo menos uma vez ao ano, na ordem de 37% a 56%.



Análises de estudos retrospectivos e prospectivos em corredores iniciantes a profissionais, revelam uma incidência anual de lesões entre 26 e 92,4%. Estudos em corredores iniciantes ou com pequena experiência apontam uma incidência de lesões relacionadas à corrida entre 12 e 33 lesões por 1000 horas de exposição à corrida. A grande variação na incidência de lesões é causada pelas diferenças de definição de lesão, tipos de corredores (iniciantes, recreacionais, elite), volumes e intensidades de treinamento e desenhos dos estudos científicos.

Dentre as localizações anatômicas mais frequentemente acometidas por lesões, o joelho representa um dos locais anatômicos de maior incidência (7,2 a 50%), seguido pela perna (9,0 a 32%), pé (5,7 a 39,3%), coxa (3,4 a 38,1%), dentre outros.



A biomecânica da corrida é complexa e abrange múltiplas variáveis mecânicas capazes de explicar como o organismo consegue administrar as forças aplicadas durante os movimentos. A corrida como qualquer modalidade esportiva, deve ser aprendida e aperfeiçoada para um melhor rendimento esportivo e assim minimizar alguns fatores de risco para o desenvolvimento de lesões a médio e longo prazo. 



Procure conhecer mais e prevenir seu corpo de lesões. Bons treinos !

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