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Fisiologia

A Doença Arterial Periférica e as Dores nas Pernas

Os exercícios físicos geralmente proporcionam sensações de prazer e de bem estar. Para tal fato ocorrer, muitos fenômenos devem acontecer de forma integrada e dentro da fisiologia normal.

Nossos músculos necessitam de nutrição transportada por vasos sanguíneos (artérias) e durante os exercícios, milhares de capilares (artérias microscópicas) se abrem para melhor distribuir o sangue necessário para a nutrição das suas fibras.

Algumas doenças de instalação lenta podem causar mudanças na forma e qualidade de nossas artérias, o que determinará sinais e sintomas durante a vida. A atividade física pode revelar os primeiros sinais e sintomas dessas doencas, que muitas vezes ainda não são conhecidas pelo indivíduo.

A doença arterial periférica do tipo crônica (DAC) é causada por uma inflamação das artérias de pequeno e médio calibre ocasionada pela formação de placas de gordura nas suas paredes (aterosclerose) e pela possível formação de um trombo (coágulo de sangue) que tem a capacidade de ocluir a região central do vaso.

Quando uma artéria sofre um estreitamento (estenose), as partes do nosso corpo que são nutridas por este vaso passam a sofrer por não receberem sangue suficiente. Podemos apontar algumas artérias mais vulneráveis a este tipo de doença, como a artéria aorta terminal, a artéria femoral superficial, a origem das artérias ilíacas e as artérias poplíteas, portanto, artérias que nutrem os membros inferiores.

Os antecedentes familiares e pessoais com maior predisposição à instalação da DAC são o diabetes, a hipertensão arterial, os níveis elevados de colesterol, as doenças do coração, o tabagismo, a obesidade e os usuários de álcool. O sintoma mais característico é a dor, com o poder de levar o indivíduo a mancar de forma intermitente (claudicação intermitente).

O início da dor se origina por causa da fadiga, que se instala precocemente nos músculos durante os exercícios. Como o fluxo sanguíneo é insuficiente para a função de contração muscular exigida durante o exercício, ocorrem acúmulos de substâncias ácidas que causam sofrimento muscular e provocam dor. Ao interromper os exercícios, a dor desaparece. Tal situação se repete com frequência e limita a realização de exercícios. O aumento da gravidade da lesão pode gerar dor mesmo ao repouso.

Normalmente a região mais acometida são os músculos da panturrilha, mas também podem ser acometidos a coxa, as nádegas e os pés.

A sensação de “formigamento” dos membros inferiores (parestesia), também pode estar presente. O sintoma é causado por distúrbios nos nervos, causados pela diminuição do fluxo sanguíneo (isquemia). As cãibras também podem aparecer com frequência elevada, acompanhada de cansaço nos músculos dos membros inferiores, o que pode confundir o indivíduo da gravidade dos seus sintomas.

Os sinais que podem aparecer são: diminuição de pulsos arteriais, mudanças na coloração da pele (seca e descamativa) e crescimento anormal dos pelos. Nos estados mais graves pode haver ausência de pulso, palidez da pele, diminuição da temperatura, formação de úlceras e até aparecimento de infecções.

O diagnóstico da DAC pode ser obtido através de uma história clínica adequada, acompanhada de um bom exame físico por médico especialista e complementada pelo exame de ultra-sonografia com Doppler, que permitem mapear a rede arterial e medir o fluxo sanguíneo.

Algumas vezes, porém, o diagnóstico da DAC pode ser confundido com uma lesão muscular, devido às características da dor e da limitação de movimentos, principalmente naqueles indivíduos que sofreram outras lesões anteriormente.


Preste atenção nos seus sintomas e não perca tempo em procurar por um diagnóstico.

Bons treinos!

A Anemia por deficiência de Ferro

O sangue é formado entre outras células, de glóbulos vermelhos, que contém uma proteína chamada HEMOGLOBINA, principal reponsável pelo transporte de oxigênio no sangue aos nossos tecidos.

O ferro é um dos elementos importantes da hemoglobina,sendo 2/3 proveniente de outra hemácia destruída, enquanto que 1/3 é proveniente de alimentos ricos em ferro. Os glóbulos vermelhos tem uma vida média de 120 dias e após sua destruição, reaproveita-se o ferro para formar a hemoglobina de novos glóbulos vermelhos.

O ferro proveniente da alimentação, é principalmente encontrado nas carnes vermelhas, feijão, saladas verdes e peixe. Ao ser absorvido pelo intestino (duodeno e jejuno), o ferro se conecta a uma proteína transportadora chamada transferrina. À partir daí, o ferro é transportado para a medula óssea, aonde será utilizado na formação da hemoglobina .

Anemia é o nome que se dá ao estado clínico gerado pela diminuição do número de glóbulos vermelhos (hemácias) abaixo dos níveis considerados normais no sangue e ocorre quando o nível de hemoglobina de um indivíduo diminui abaixo dos valores considerados normais. (12 g/dl nas mulheres e 13 g/dl nos homens).

As anemias apresentam muitas causas e comportamentos diferentes e a anemia por deficiência de ferro, chamada ANEMIA FERROPRIVA, é a mais comum e atinge grandes populações, além de praticantes de esportes de longa duração, como na corrida de longa distância.

As causas mais frequentes da ANEMIA FERROPRIVA são: dieta pobre em ferro, problemas na absorção do ferro, sangramento gastrointestinal (hemorragias), úlceras gástricas, verminoses e o uso crônico de antinfamatórios, que pode gerar microsangramentos não perceptíveis, e que a longo prazo propiciam o aparecimento de anemia.

As perdas de ferro pelo suor durante os exercícios físicos são modestas, assim como as perdas pela urina são insignificantes.

Os sinais mais comuns da anemia são a palidez de pele e mucosas (ocular), enquanto que os sintomas mais frequentes são a fraqueza e fadiga aos esforços, as tonturas, falta de apetite,a taquicardia (aumento da frequência de batimentos do coração), enjôos, hipersensibilidade ao frio, mudanças de humor, irritabilidade, perda da libido, falta de concentração e dores de cabeça nos estados mais graves.

As anemias leves são frequentemente assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico precoce. O diagnóstico depende de uma avaliação médica criteriosa, considerando-se as informações colhidas na história clínica e no exame físico.

Os exames laboratoriais são fundamentais para o diagnóstico correto e permitem um acompanhamento adequado do tratamento até a cura. As dosagens de hemoglobina no sangue, ferro e ferritina (ferro armazenado no fígado) são alguns dos testes laboratoriais utilizados no diagnóstico da anemia.

O tratamento se baseia na reposição de ferro segundo critérios médicos, quer seja através da alimentação com a ênfase à ingestão de alimentos ricos em ferro, como pela utilização de edicamentos específicos.

O tempo de tratamento é definido pelo médico, que baseia sua conduta através dos parâmetros clínicos e laboratoriais.

Cuide do seu sangue e boa corrida !

"Cai e Bati a Cabeça" - Concussão Cerebral

Quantas vezes você sofreu um traumatismo na cabeça que causasse tonturas e outros sintomas?

A concussão cerebral é uma lesão traumática do cérebro, que altera o estado de consciência e pode causar muitos outros sintomas. É considerada um dos tipos de traumatismo craniano e resulta em modificações neurológicas temporárias.

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Muitas pessoas acreditam que não sofreram uma concussão, porque não perderam a consciência, no entanto, lesões significativas podem ocorrer, mesmo sem haver perda total da consciência. Tais alterações da consciência podem variar desde uma pequena desorientação ou confusão mental, até a amnésia e perda de consciência por vários minutos.

A suspeita de uma concussão cerebral deve ser confirmada por uma avaliação médica, o mais breve possível. A avaliação compreende a revisão de uma lista de sinais e sintomas, um exame neurológico específico, provas de orientação focadas em testes de memória de curto prazo (local onde está, data e hora), testes de memória de longo prazo (nome, data de nascimento, local de nascimento) e avaliação da capacidade do atleta de permanecer atento a tarefas complexas.

Os sintomas que podem surgir após uma concussão cerebral incluem: desorientação no tempo e espaço, desequilíbrio, dificuldade de comunicação, falta de concentração, tonturas, sonolência, fadiga, dor de cabeça, irritabilidade, dificuldades de memória, dormência ou formigamento de extremidades, sensibilidade à luz ou ruído, sonolência maior do que o habitual, dificuldade em adormecer, distúrbios visuais (visão embaçada, visão dupla, pupilas assimétricas), zumbidos no ouvido, perda de audição, perda do gosto, perda do olfato, náuseas, vômitos, convulsão e até a saída de líquido cefalorraquidiano pelo ouvido ou nariz.

As mudanças de comportamento também podem ocorrer, tais como as dificuldades no trabalho ou nos estudos, modificações nos relacionamentos, desequilíbrio emocional, ansiedade e nervosismo.

Todos os indivíduos que sofrem uma concussão, não importa a intensidade, devem ser submetidos a uma avaliação por um médico antes de retornar ao esporte.

Se deixada sem diagnóstico, uma concussão pode colocar o indivíduo em risco de desenvolver a “Síndrome do Segundo Impacto”, uma lesão que ocorre quando um atleta sofre uma segunda concussão, sem que a primeira tenha sido totalmente recuperada, o que pode ser potencialmente mais grave e até fatal.

A concussão pode ser associada a lesões mais graves, como uma fratura do crânio ou uma hemorragia cerebral. O diagnóstico por imagem tem importância fundamental no complemento do diagnóstico clínico, e os exames mais utilizados são: as radiografias e a tomografia computadorizada.

A recuperação de um concussão cerebral pode se prolongar por minutos, dias, meses e até ano, porém casos raros, o paciente pode nunca se recuperar.

Portanto se cair e bater a cabeça fique atento a seus sintomas e procure auxílio. Bons treinos !

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