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Dor Crônica

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Dor é o sintoma mais frequente a induzir um homem a procurar por assistência. Podemos definir DOR como uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a lesões reais ou potenciais.

Por ser uma experiência subjetiva, cada pessoa utiliza o termo “dor” baseando-se nas experiências vividas desde o seu nascimento.

Como no conceito, não há necessariamente uma lesão para que sintamos dor. A sua interpretação também depende de fatores físicos (sensitivos) e emocionais.

A dor persistente é hoje um problema de saúde pública em muitos países. Em torno de18% a 50% das populações apresentam algum tipo de dor persistente. Nas populações jovens, as causas mais freqüentes são as dores músculo-esqueléticas lombares e as cefaléias (dores de cabeça). Na terceira idade as dores persistentes são geralmente decorrentes de causas degenerativas, como nas osteoartrites.

DOR CRÔNICA OU PERSISTENTE apresenta muitas definições relacionadas ao tempo dos sintomas, à cura do fator causal e às doenças crônicas. Quando relacionada a uma lesão, a dor crônica pode ser enquadrada naquela que persiste além do tempo esperado de cura, podendo superar seis meses do início da lesão. Algumas doenças ortopédicas, como as osteoartroses (degeneração articular), não se reparam definitivamente e causam dores persistentes.

Qualquer dor pode interferir na qualidade de vida do indivíduo, causando alterações na função (limitação de movimentos) e mudanças nas atividades de vida diária e esportiva. Frequentemente ocorrem as alterações no humor (ansiedade, depressão), nos aspectos emocionais, motivacionais e afetivos.

Durante muito tempo a dor persistente foi interpretada sempre como conseqüência de uma doença ou lesão de base e, desta forma, muito se investiu no tratamento da dor como apenas um sintoma. Atualmente, a dor crônica é estudada como uma entidade clínica específica, ou seja, a dor como doença e não apenas como um sintoma.

Podemos classificar a dor crônica em dois tipos, A DOR NOCICEPTIVA que ocorre após a estimulação direta de receptores de dor nos tecidos, como ocorre quando desenvolvemos uma inflamação no envoltório de um tendão (peritendinite). O outro tipo de dor é a chamada DOR NEUROPÁTICA, secundária à lesão de um nervo periférico ou central. Muitas das dores crônicas são consideradas hoje como neuropáticas, ou seja, decorrentes de alterações dos mecanismos de geração e transmissão da dor no sistema nervoso.

Abordar uma pessoa que sente dor crônica abrange conhecer os fatores causadores envolvidos (físicos, emocionais, comportamentais, esportivos e culturais), ter profissionais de múltiplas áreas da saúde, apresentar propostas de tratamentos viáveis, transmitir informações de prevenção, administrar os sintomas e adaptar o paciente ao trabalho, às atividades de vida diária e às atividades físicas.

As terapias complementares são fundamentais para o manejo da dor crônica e podemos citar a fisioterapia, a hidroterapia, a acupuntura, as técnicas de relaxamento, massagens, exercícios e música. O manejo da dor crônica é uma tarefa difícil e não há medicamento que isoladamente se constitua tratamento eficiente para todos os casos. Procure conhecer melhor as suas dores para poder tratá-las com mais eficiência.

Bons treinos!

Referências Bibliográficas

  • Gibson S:Older People´s Pain. Pain Clinical Updates 2006; XIV: 1-4.
  • Woolf CJ,Decosterd I: Implications of recent advances in the understanding of pathophysiology for the assessment of pain in patients. Pain 1999; Suppl6:S141-7

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