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Joelho

A lesão da cartilagem causa dor ?

A cartilagem que reveste nossas articulações é também chamada de “hialina” e possui algumas particularidades interessantes: não apresenta vascularização, rede linfática e inervação.

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Tais características anatômicas justificam em parte o ambiente desfavorável para o diagnóstico e também para as condições de reparo de lesões.

 

 

As lesões da cartilagem articular são mais frequentes do que se imagina, e a grande maioria não é diagnosticada por falta de sinais e sintomas.

Durante muito tempo, o termo “condromalácia”, foi popularizado pelo uso e utilizado de forma errônea para englobar todo e qualquer diagnóstico responsável pelo surgimento de dor de uma articulação, muito embora existam diversas causas diferentes capazes de gerar dor.

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Podemos classificar as lesões de cartilagem de várias formas e dentre elas, a profundidade com que a lesão abrange a sua espessura. Lesões mais simples e superficiais são chamadas de grau 1, lesões graus 2 e 3 acometem parte ou a espessura total sem atingir o osso, enquanto as lesões grau 4 atravessam a espessura total da cartilagem, atingindo o osso que se encontra debaixo dela.

A ausência de inervação na cartilagem articular significa que a lesão de sua estrutura não gera dor, com exceção das lesões profundas classificadas como grau 4, pois atingem o osso que se situa abaixo dela.

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O diagnóstico clínico das lesões da cartilagem articular pode ser dificultado muitas vezes em decorrência da pobreza de sintomas. Grande parte dos pacientes com lesões da cartilagem articular não apresenta sintomas ou significante incapacidade.

Quando existem, as queixas mais frequentes das lesões da cartilagem articular são: inchaço, falseio, bloqueio, estalidos e rangidos.

A dor proveniente da lesão da cartilagem articular surge decorrente de alguns fatores: exposição óssea, derrame articular (inchaço da articulação), pois distende a cápsula articular e provoca um desconforto, com limitação de movimentos.

O corpo livre articular é um fragmento de cartilagem (com ou sem um fragmento ósseo associado) que se soltou do local de origem e migrou para dentro da articulação. Os sintomas podem variar desde dor, derrame até o bloqueio articular.

A ressonância magnética tem a propriedade de diagnosticar os tipos de lesões de cartilagem, classificá-las segundo a extensão e profundidade e localizá-las espacialmente, importantes informações na determinação do tratamento a ser seguido. Permite também avaliar a evolução da lesão após um procedimento cirúrgico.

Cuidado, afirmar que a dor de sua articulação se deve a uma “condromalácia” pode significar que o verdadeiro diagnóstico ainda não foi feito ! Bons treinos.

O Joelho do corredor de aventura

O corredor de aventura procura a superação de seus limites de forma criteriosa tendo a natureza como aliada ou oponente em cada novo desafio. Da mesma forma se comportam nossas articulações, procurando se adaptar às condições de esforço à que estão sujeitas, mesmo que nas condições mais adversas.

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A competição é um fator de estímulo para o treinamento da corrida de aventura, mas preparar-se para superar os próprios limites não é uma tarefa simples. Descobrir o ponto ótimo de estímulo de um atleta sem provocar uma quebra do equilíbrio do organismo é muitas vezes uma dúvida que nos norteia frequentemente.

Como todas as estruturas vivas do nosso corpo, durante o esforço ocorrem adaptações constantes que permitem chegarmos ao final de uma prova, sem que estejamos com problemas.

O joelho é uma destas engrenagens mais que perfeitas do nosso corpo. É a maior e mais complexa articulação do organismo e depende de um conjunto de estruturas funcionando de maneira harmônica.

As lesões do joelho do corredor de aventura podem ser divididas em dois grandes grupos, aquelas ditas traumáticas e as lesões por sobrecarga.

As lesões de causas traumáticas são decorrentes de acidentes provocados por contato direto contra estruturas fixas ou móveis (contusões, ferimentos, fraturas, luxações, entorses) e geralmente ocorrem após quedas na corrida, bike, trecking ou qualquer outra modalidade.

Os ferimentos de pele (escoriações, perfurações, lacerações) são situações freqüentes no esporte e devem ser lembrados os fatores de proteção (roupas compridas, joelheiras) assim como equipamentos ou materiais de primeiros socorros durante ao treinamento ou competição.

Dentro das lesões traumáticas, a energia durante o acidente gera movimentos anormais do joelho, podendo provocar lesões de estruturas nobres como os meniscos, a cartilagem articular e os ligamentos. Tais lesões são geralmente limitantes, podendo vir acompanhadas de dor, inchaço ou bloqueio (limitação da flexão e extensão). Nas condições onde haja deformidade da articulação após ocorrer a lesão, acompanhada de dor e perda de função devemos considerar a imobilização do membro. O diagnóstico deve ser feito precocemente por um especialista, já que o tratamento precoce e adequado seja clínico ou cirúrgico propicia geralmente um retorno à prática esportiva.

As lesões por sobrecarga representam o segundo grande grupo de patologias do joelho do corredor de aventura em função das características do esporte. Alguns fatores podem ser considerados predisponentes às lesões por sobrecarga como programas de treinamento inapropriados ao atleta, alimentação inadequada, recuperação após esforço insuficiente, equipamento inadequado e condições anatômicas especiais.

As atividades do dia a dia provocam estiramentos nos tendões da ordem de 0 a 2% de seus comprimentos, porém os movimentos do esporte demandam frequentemente estiramentos entre 2 a 4%, caracterizando assim a sobrecarga.

Se considerarmos que durante a corrida, ocorrem em torno de 1800 impactos/km absorvidos em parte pelo mecanismo de flexão e extensão do joelho e no ciclismo, o joelho realiza movimentos de flexo-extensão na ordem de 80 X/minuto, 4800 X/hora pedalada, podemos avaliar o quanto nossos joelhos têm que se adaptar para receber as cargas de treinamento sem que ocorram complicações.

As tendinopatias (doenças dos tendões) são doenças originadas das condições de sobrecarga e podem ser limitantes no esporte, provocando sinais e sintomas como dor, inchaço e diminuição do rendimento esportivo.

No joelho, o ligamento da patela, os tendões flexores (ísquio-tibiais) e o trato ílio-tibial (TIT) são os mais frequentemente envolvidos nas modalidades de endurance.

A síndrome do trato ílio-tibial (STIT) é uma das lesões por sobrecarga mais frequentes e caracteriza-se por inflamação do trato iliotibial, gerando dor na parte lateral do joelho.

A STIT pode ser chamada também de “Runners’Knee” (joelho do corredor). Acomete até 12 % dos praticantes de corrida, mas também pode estar relacionada ao ciclismo e praticantes de caminhadas.

O início da dor se manifesta nos primeiros minutos do esforço físico, que piora progressivamente, limitando os objetivos do treinamento. As condições de subidas ou descidas podem provocar piora da dor e até fazer o atleta parar, porém após alguns minutos de repouso, a dor desaparece espontaneamente, mas logo reaparece com o um novo exercício. A insistência em correr com a dor pode agravar a inflamação, causando também irradiação para a coxa ou perna, inchaço, crepitação (estalidos) e nos casos crônicos (limitações de flexibilidade e rigidez).

Não há uma regra perfeita para a prevenção das tendinopatias, mas manter um hábito mínimo de alongamento, aquecimento e atenção a um treino bem programado são regras básicas para o atleta que quer se ver livre do problema. Devemos lembrar de corrigir movimentos da corrida, pedal ou caminhada e atenção aos fatores predisponentes.

A gravidade das lesões do joelho está diretamente relacionada ao tempo de existência da lesão sem diagnóstico ou tratamentos inadequados, portanto esperar muito é sinônimo de um longo tempo de tratamento.

 

Mantenha o rumo e cuide dos seus joelhos!

 

 

Lesões do Menisco

O que é uma lesão de menisco?

Os meniscos são pequenas estruturas de cartilagem (fibrocartilagem) em número de dois por joelho, localizadas sobre a superfície da tíbia.

A cartilagem do menisco tem uma superfície lisa e possui a capacidade de adaptar-se à compressão, deformando-se e retornando à sua forma original.

Há um menisco na parte interna (medial) e outro na parte lateral da superfície da tíbia.

Os meniscos conectam-se à superfície da tíbia e fêmur e funcionam como absorvedores de choque durante os movimentos do joelho. Outras funções importantes são proporcionar estabilidade e auxiliar na lubrificação da cartilagem articular.

Como a lesão ocorre?

A lesão do menisco ocorre durante um movimento de torção do joelho que acontece de forma espontânea e sem contato (traumatismo indireto) ou provocada por contato do joelho contra outra estrutura, como nas quedas e acidentes (traumatismo direto).

O menisco também pode romper-se após sofrer um desgaste interno (degeneração) provocado por vários fatores como causas genéticas e instabilidades não tratadas do joelho dentre as causas mais comuns.

Quais são os sintomas?

Após a lesão, os sintomas mais freqüentes são: dor localizada na parte interna (medial) ou externa (lateral) do joelho, inchaço, sensação de falseio, dificuldades para apoiar o pé no chão, limitação para estender ou flexionar o joelho totalmente, e também nos casos mais graves a sensação de bloqueio com impossibilidade total de mover o joelho.

Como a lesão é diagnosticada?

O seu médico deverá avaliar a história da lesão e após examinar o joelho através de testes gerais e manobras específicas, poderá fazer um diagnóstico clínico na maioria das vezes sem que haja a necessidade de realizar exames de imagem auxiliares.

As radiografias são sempre importantes na avaliação básica das lesões ortopédicas mesmo que o diagnóstico clínico esteja evidente.

O exame de ressonância magnética proporciona a confirmação do diagnóstico clínico e também permite identificar o tipo da lesão, tamanho e a presença de outras lesões associadas que não tenham sido identificadas antes.

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Como a lesão do menisco é tratada?

O tratamento começa na fase aguda, logo após a torção do joelho:

  • Bolsa de gelo sobre o joelho durante 20 e 30 minutos a cada 3 ou 4 horas durante 2 ou 3 dias.
  • Utilização de muletas com restrições ao apoio do pé no chão nos caso dolorosos
  • Medicamentos analgésicos ou antinflamatórios após prescrição médica
  • Fisioterapia

O tratamento cirúrgico através da artroscopia está indicado nos casos de lesões que provoquem dor persistente, falseio ou bloqueio articular. Nestes casos, o menisco pode ser parcialmente removido ou reparado (“costurado”) caso seja possível.

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Quando posso voltar aos treinos?

O tempo de retorno ao esporte vai variar em função das características da lesão e do tratamento realizado. Os critérios de retorno ao esporte são

  • Movimento normal do joelho
  • Recuperação da força
  • Ausência de inchaço
  • Exercícios de fortalecimento, corrida reta e curva sem restrições.
  • Capacidade de saltar sem dor

Bons treinos e cuidado com seus joelhos!

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