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Joelho

Cisto de Baker

O que é o cisto de Baker?

A Bursa é um saco cheio de líquido que atua como um amortecedor entre os tendões, ossos e a pele. O cisto de Baker é um inchaço da bursa localizado no espaço atrás do joelho (o espaço poplíteo). O cisto conecta-se à membrana que cobre a articulação do joelho.

Como isto ocorre?

Não se sabe realmente o que causa o cisto de Baker. Entretanto, o cisto pode se formar quando a membrana sinovial (membrana que recobre a articulação) produz muito líquido, como após uma lesão.

Quais são os sintomas?

Você pode ter dor, inchaço, ou a sensação de pressão aumentada numa área atrás do joelho.

Como o cisto é diagnosticado?

O seu médico deverá examinar o seu joelho e encontrará um aumento de volume na parte de trás do joelho. O exame de ressonância magnética pode ser um exame auxiliar no diagnóstico do cisto de Baker.

cisto

Como o cisto é tratado?

O desconforto inicial do cisto de Baker pode ser tratado com antiinflamatórios, bandas elásticas, drenagem e remoção cirúrgica. Algumas vezes o cisto desaparece espontaneamente. Caso o cisto não cause sintomas não há necessidade de tratamento.

Como o cisto pode ser prevenido?

Não há realmente uma maneira de prevenir a formação do cisto de Baker.

“BURSITES” Pequenas e Dolorosas

O que são as bursas?

Bursas são bolsas revestidas internamente por uma membrana chamada de “sinovial”, a mesma que existe dentro das nossas articulações. O conteúdo destas bursas é o líquido sinovial, uma substância de aspecto viscoso, com características de gel.

As bursas contribuem para a proteção de choque e diminuem as pressões e o atrito entre duas estruturas vizinhas (tendões, ligamentos e ossos). Localizam-se em muitas regiões do corpo, mas concentram-se próximo às articulações, nas áreas de contato entre tendões, entre tendões e ossos, ou entre a superfície do osso e a pele.

Bursite_pre-patelar

 

O joelho possui em torno de 8 bursas e podem causar sintomas intensos e limitantes. No quadril, a bursa trocantérica (sobre o trocânter maior do fêmur) é uma das mais afetadas por inflamações nos indivíduos praticantes ou não de esportes. O ombro, cotovelo, pés e tornozelos também apresentam bursas menores, mas também sintomáticas durante as inflamações.

Como surgem as bursites?

 

As bursites podem ser causadas por traumatismos diretos, como em decorrência de quedas. Alguns movimentos repetitivos de grande duração, como durante uma corrida longa, ou pedal podem desencadear bursites crônicas em regiões específicas. Algumas doenças reumáticas como a gota e a artrite reumatóide podem se manifestar também com bursites. Alguns ferimentos de pele infectados podem vir acompanhados de bursites infectadas nas áreas próximas.

Uma queda sobre o joelho pode provocar, por exemplo, um aumento na produção de líquido ou até sangramento de uma ou mais de suas bursas, o que caracteriza uma inflamação chamada de bursite traumática ou bursite aguda.

Após o traumatismo ou esforço repetitivo, as bursas podem produzir grandes volumes de líquido sinovial, causando aumento de temperatura local, dor e limitações de movimentos, em função da distensão das partes moles ao redor.

A articulação pode perder provisoriamente seus contornos habituais, dando um aspecto de inchaço localizado ou até generalizado.

Algumas bursites podem causar em longo prazo adesões de partes moles, cicatrizes e calcificações.

Como as bursites são diagnosticadas?

A história clínica e um exame físico adequado permite o diagnóstico clínico correto na maioria das vezes.

Pode-se confundir uma bursite aguda com uma inflamação da articulação (sinovite aguda), infecções da articulação (pioartrite) ou da pele (celulite, erisipela).

O exame de ultrasom permite identificar as bursas e determinar suas dimensões, além de revelar algumas características de seu conteúdo.

A ressonância magnética possibilita identificar as bursas de forma mais anatômica, além de afastar outros diagnósticos, como as lesões articulares e as sinovites.

 

A aspiração do conteúdo da bursa revela informações importantes sobre as características do líquido, além de permitir uma análise microscópica específica, com identificação de células inflamatórias ou infecciosas e cultura do material para avaliar crescimento bacteriano.

 

Como as bursites são tratadas?

As bursites agudas normalmente respondem positivamente com o tratamento à base de antiinflamatórios não hormonais, crioterapia (gelo), analgésicos e repouso.

A punção (aspiração do conteúdo) permite a diminuição do volume e da tensão, aliviando os sintomas nas bursites volumosas. As infiltrações com corticosteróides também fazem parte do tratamento das bursites.

O repouso relativo até que ocorra uma melhora dos sintomas é importante para que o tratamento seja eficiente.

A cirurgia de ressecção da bursa está indicada raramente nos casos de persistência dos sintomas após longo tratamento clínico ou limitações dos movimentos no esporte.

Bons treinos!

A Patela bipartida e a dor no joelho

A patela é o maior osso sesamóide do corpo humano e localiza-se na região anterior do joelho. Sesamóides são ossos inseridos no interior de tendões e a patela encontra-se no interior do tendão do quadríceps. As funções da patela são servir de apoio para o mecanismo de extensão do quadríceps e promover proteção, lubrificação e nutrição sobre a cartilagem articular.

A patela se origina à partir de um molde de cartilagem com um único núcleo de ossificação, chamado “centro primário de ossificação”, que aparece na idade dos 4 a 6 anos. Há também a possibilidade de existir um “centro secundário de ossificação”, que aparece entre 8 e 12 anos de idade. A patela bipartida se forma quando o centro secundário de ossificação não se funde com o primário para formar um osso único e persiste um fragmento ósseo separado do restante da patela por meio de fibrocartilagem.

Uma das teorias para explicar o aparecimento da PATELA BIPARTIDA é a força exercida pelo tendão do músculo vasto lateral sobre o fragmento, impedindo-o de se unir com a porção principal da patela. Outros autores consideram haver uma pobre vascularização e nutrição do osso acessório, o que impediria sua ossificação com o restante da patela.

A freqüência de aparecimento da PATELA BIPARTIDA na população geral é de 2 a 3%, sem predileção pelo sexo e pode ser bilateral em aproximadamente 50% dos casos.

Geralmente, a PATELA BIPARTIDA não dá sintomas, sendo frequentemente um achado de exame radiográfico, entretanto, nos adolescentes e adultos jovens, pode ser causa de dor anterior do joelho.

O tecido de fibrocartilagem localizado entre o osso principal da patela e o osso acessório pode sofrer os efeitos de um impacto direto isolado, ou de pequenas lesões de repetição após atividades físicas extenuantes ou longos períodos praticando esportes.

O exame físico revela dor na região superior e lateral da patela. Podemos palpar uma proeminência óssea, um defeito, uma patela de tamanho maior, um derrame (volume de líquido articular aumentado) e uma hipotrofia do quadríceps.

Os exames de imagem como: radiografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética e a cintilografia óssea, contribuem na investigação diagnóstica.

O tratamento inicial se baseia no controle da dor com medicação analgésica e antinflamatória sob prescrição médica, repouso relativo (interrupção das situações de impacto) e fisioterapia.

O tratamento cirúrgico é indicado quando ocorre falha no tratamento conservador. As opções abrangem desde a remoção cirúrgica do fragmento ósseo acessório, até o destacamento do músculo vasto lateral de sua inserção no fragmento, promovendo alivio da dor e também sinais de união óssea em alguns pacientes.

São muitas as causas de dor no joelho no esporte, portanto procure por um diagnóstico.

Bons treinos!

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