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O salto alto e suas consequências!

 

O uso frequente dos sapatos com salto alto propicia o surgimento de algumas alterações biomecânicas no pé e tornozelo, capazes de modificar a maneira de se locomover ou de se manter em repouso.
 
 
Alien-Heels
 
 
1) Limitação dos movimentos naturais do pé e tornozelo (prono-supinação) durante a marcha
2) Modificação da marcha natural.
3) Modificação na distribuição do peso corporal sobre o pé.
4) Alterações nas zonas de pressão da planta dos pés durante a marcha ou no repouso.
5) Aumento das pressões sobre as estruturas ósseas, ligamentares e cartilaginosas do antepé
6) Aumento das pressões laterais sobre os dedos dos pés, principalmente nos sapatos com câmaras anteriores estreitas e fechadas (sapatos altos de “bico fino”)
7) Aumento da lordose lombar
8) Modificação do centro de gravidade corporal
9) Diminuição da ação muscular de contração da musculatura da perna quanto maior for a altura do salto
10)Menor tensão de estiramento sobre o tendão calcâneo durante a marcha
11)Limitação da ação muscular da perna no “bombeamento” do sangue venoso
 
 
O uso a longo prazo dos sapatos altos pode propiciar um aumento dos fatores de risco para uma série de lesões musculoesqueléticas e vasculares.
 
 
1) Dor lombar (Lombalgia)
2) Dores nos pés
3) Aumento do risco de torsões do tornozelo
4) Dificuldades de caminhar descalço ou com sapatos baixos
5) Reações de estresse e fraturas de estresse dos ossos do pé
6) Hallux Valgus (deformidade do 1o raio) e processos inflamatórios frequentes (“joanetes”)
7) Inflamações e processos degenerativos da fáscia plantar
8) Deformidades dos dedos
9) Processos inflamatórios e/ou degenerativos do tendão calcâneo (aquiles)
10)Aumento do volume de sangue venoso represado nos membros inferiores, com sinais e sintomas de inchaço, dores nas pernas e “sensação de peso”.
11)Varizes de membros inferiores
 
 
Medidas de prevenção:
 
 
1) Evitar saltos com mais de 5 cm
2) Exercícios de alongamento dos músculos do tronco (CORE), coxa e perna.
3) Exercícios de fortalecimento dos músculos do tronco (CORE), coxa e perna.
4) Crioterapia e massagens locais
5) Ter sempre um tênis ou sapato baixo para ser utilizado após o horário de trabalho ou nos intervalos do trabalho.
6) Optar por saltos do tipo plataforma, pois reduzem as alterações biomecânicas e a sobrecarga que os saltos altos finos promovem.
7) Alternar os dias de utilização dos saltos altos e baixos.
 
 
 
“Nenhum calçado, consegue simular a liberdade de movimentos e a natureza dos nossos pés”.
 
 

O Hálux Rígido

Hálux é o nome que se dá ao primeiro dedo do pé, ou aquele que chamamos popularmente de “dedão”. O local mais frequente de desenvolvimento da osteoartrite no pé é a base do hálux (1o dedo do pé) ou mais precisamente a sua articulação metatarso-falângica (MF). Esta articulação tem grande importância durante o passo que realizamos na caminhada ou na corrida.

A articulação metatarso-falângica (MF) do hálux, como qualquer articulação, apresenta as extremidades dos ossos cobertas por cartilagem hialina. A lesão gradual da cartilagem articular pode evoluir para uma exposição óssea, o que provoca o contato direto entre os ossos desta articulação. O contato e o atrito provocam um crescimento ósseo das extremidades de forma irregular, formando o que chamamos de osteófitos (“proeminencias ósseas”).

O crescimento irregular das extremidades ósseas provoca uma diminuição da amplitude de movimento da articulação do 1o dedo, limitando a sua capacidade de extensão e flexão, o que caracteriza a formação do hálux rígido. Quando a articulação começa a enrijecer, a caminhada ou corrida tornam-se dolorosas e difíceis.

O HR pode ser resultante de um traumatismo no dedo que provoca lesão da cartilagem articular ou em decorrência de estresses aumentados que a articulação sofre durante um longo período de tempo. O halux rigidus (HR) se desenvolve nos adultos entre as idades de 30 e 60 anos. Algumas deformidades anatômicas também podem predispor ao aparecimento do HR.

Os sintomas mais frequentes são:

  1. Dor durante a extensão da articulação MF do 1o dedo durante uma caminhada ou corrida
  2. Edema ao redor da articulação
  3. Presença de uma área elevada no dorso da articulação, caracterizando uma calosidade.
  4. Rigidez da articulação
  5. Incapacidade de movimentar amplamente a articulação MF.

A suspeita diagnóstica se faz durante a dificuldade de se movimentar o dedo para cima e para baixo acompanhada de dor. A avaliação clínica e radiográfica são fundamentais para um diagnóstico completo. A ressonância magnética pode ser necessária para informações complementares além de permitir uma decisão mais completa quanto ao tratamento a ser realizado.

O tratamento inicial se baseia no controle da dor e do edema mediante o uso de analgésicos e antiinflamatórios sob prescrição médica. Também estão indicadas as bolsas de gelo aplicadas no local da dor. A presença de deformidades da articulação, com a formação de calosidades, tornam o tratamento clínico mais difícil.

A utilização de calçados com a câmara anterior larga, além de se evitar o uso de calçados com saltos altos, são medidas básicas para reduzir a pressão sobre o dedo. Outra alternativa entre o uso de calçados é a utilização de solados rígidos. Entre os tênis, aqueles com solados arredondados, facilitam o movimento sem que haja estresse elevado sobre a articulação MF.

O tratamento cirúrgico está indicado nos casos de persistência da dor com deformidade e limitação funcional importantes. As técnicas cirúrgicas empregadas variam conforme o grau de comprometimento da articulação, sendo desde a ressecção de calosidades, até a realização de artroplastias e artrodeses (fusão completa da articulação)

Examine sempre seus pés e bons treinos!

 

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