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Pelve e Quadril

Síndrome do Piriforme

O que é a síndrome do PIRIFORME?

O músculo piriforme se estende desde a superfície pélvica do osso sacro (coluna) até a borda superior do trocânter maior (fêmur). Sua função principal é a de mover a coxa lateralmente e gerar uma rotação lateral.

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A SÍNDROME DO PIRIFORME refere-se a uma irritação do nervo ciático na sua saída da pelve para a região glútea ao passar através do músculo piriforme localizado profundamente na nádega.

O nervo ciático é o maior nervo do corpo e sua inflamação causa dores na região posterior do quadril, nádega e frequentemente irradiam para a coxa e perna.

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Como isto ocorre?

O nervo ciático passa entre os músculos piriforme e obturador interno, embora em cerca de 15% das pessoas o nervo atravesse o músculo piriforme.

Nas condições em que o músculo piriforme esteja tenso, hipertrofiado ou apresentando um espasmo localizado, o nervo ciático poderá ser comprometido.

A síndrome acomete corredores, ciclistas, triatletas e praticantes de academia. A posição sentada por longos períodos na bicicleta ou mesmo os impactos repetidos durante um treino de mountain bike podem provocar dor local. Na corrida, os treinos de subida são alguns dos fatores desencadeantes da s. do piriforme.

A S. do piriforme está correlacionada também às longas corridas em declive e aos exercícios excessivos de fortalecimento da musculatura glútea e coxa.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são:

  • Dor profunda localizada na nádega em caráter de queimação, podendo irradiar para a coxa do mesmo lado.
  • Piora ao caminhar, correr ou aos movimentos de rotação lateral do quadril, como fazemos ao sentar com as pernas cruzadas.
  • Dor durante os movimentos de sentar e levantar de uma cadeira.

Como a síndrome é diagnosticada?

A história e o exame clínico são fundamentais para o diagnóstico adequado.

O exame clínico consiste no exame ortopédico e testes especiais de movimentação do quadril, desencadeando a dor referida.

Os exames de imagem como radiografias, tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ser úteis na confirmação diagnóstica.

O diagnóstico pode ser confundido com outras doenças como as bursites, as lombalgias em geral, as tendinites dos músculos flexores do joelho e as dores provenientes das hérnias de disco.

Como a síndrome é tratada?

O tratamento pode abranger:

  • Medicamentos analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares sob prescrição médica.
  • Injeção local de anestésicos e corticosteróides
  • Fisioterapia, RPG
  • Repouso
  • Cirurgias nos casos mais graves e sem melhora com tratamento clínico por período prolongado.

Como a síndrome pode ser prevenida?

A prevenção pode ser feita através de um treinamento adequado, com exercícios de alongamento dos músculos rotadores internos e externos do quadril acompanhados de aquecimento adequado.

Moderação nos exercícios de fortalecimento de glúteos, sempre acompanhados por exercícios de alongamento.

Quando eu poderei voltar aos treinamentos?

O objetivo da reabilitação é permitir o retorno ao esporte com segurança o mais breve possível.

O retorno precoce às atividades físicas, ainda na presença de dor pode desencadear piora dos sintomas.

No geral, quanto mais tempo transcorrer entre o início da dor e o começo de um tratamento, mais tempo levará para a melhora dos sintomas.

Você poderá retornar ao esporte com segurança quando os objetivos abaixo forem progressivamente atingidos:

  • Movimentos normais dos membros inferiores
  • Força semelhante entre os membros inferiores
  • Trote indolor
  • Tiros retos sem dor
  • Corridas em curva e com mudanças de direção sem dor
  • Movimentos de saltos

 

Bons treinos!

Síndrome do Impacto do Quadril

Os quadris participam ativamente na geração de movimento, equilíbrio e força, durante a corrida, o que os tornam também vulneráveis ao aparecimento de lesões.

Como se constitui a articulação do quadril?

A articulação do quadril é formada pelo contato da cabeça do fêmur, que possui uma forma esférica, com o acetábulo (concavidade da bacia). Outras estruturas são importantes no quadril e completam o encaixe entre cabeça do fêmur e o acetábulo, dentre elas, o labrum acetabular.

O labrum é uma fibrocartilagem semelhante ao menisco do joelho, localizado ao redor do acetábulo e apresenta funções importantes, como:

1. Ampliar a área de contato da cabeça do fêmur com o acetábulo.

2. Promover o fechamento da articulação do quadril

3. Distribuir o líquido sinovial, lubrificando a articulação.

4. Amortecer os impactos.

5. Estabilizar o quadril em combinação com outros ligamentos.

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O movimento do quadril é amplo e definido pelo perfeito encaixe entre os dois ossos, com suas superfícies lisas e lubrificadas, portanto qualquer alteração na forma dos ossos ou nas condições da cartilagem que os reveste, poderá gerar lesões adicionais ou até mesmo o desenvolvimento de uma artrose (degeneração da articulação).

O conceito de sobrecarga esportiva também pode ser aplicado aos quadris, embora a predisposição anatômica de cada pessoa também tenha importância na origem das lesões. A sobrecarga pode ser proveniente de anos de treinamento irregular em modalidades de longa duração ou naquelas onde ocorram movimentos bruscos e vigorosos de rotação e compressão dos quadris (tênis, futebol, golfe).

O impacto repetido da articulação do quadril pode provocar uma lesão do labrum e da cartilagem articular e até evoluir para uma degeneração.

Algumas alterações da anatomia do quadril de origem genética podem evoluir para a lesão do labrum: a posição do acetábulo virado para trás (retroversão), mais comum em mulheres ou a conformação da cabeça do fêmur mais ovalada e não esférica como deveria ser, mais comum em homens.

Quais são os sintomas e como podemos diagnosticar?

O quadro clínico comum é a dor na região inguinal (virilha) com ou sem irradiação para a parte interna da coxa após o esforço físico. É freqüente atribuir a dor a uma causa muscular ou a uma tendinopatia (inflamação ou degeneração de tendão).

A história clínica e exame físico minucioso evidenciam dor a algumas manobras, simulando o que acontece de real na articulação durante o movimento no esporte.

As radiografias são importantes na avaliação complementar, assim como os exames de ressonância magnética.

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Quais as formas de tratamento?

As lesões agudas podem ser tratadas de forma conservadora com a utilização de antiinflamatórios e analgésicos sob prescrição médica, interrupção dos movimentos que contenham impacto durante um período de 1 a 6 meses e fisioterapia. A persistência dos sintomas exige uma mudança de conduta e reavaliação dos resultados e objetivos.

O tratamento cirúrgico reserva-se aos pacientes com dor persistente e que pretendem retornar às atividades físicas ou profissionais. A artroscopia é uma técnica cirúrgica que possibilita ampla visão da articulação e permite a remoção de lesões e deformidades geradas pelo impacto.

Nos casos graves onde exista uma degeneração avançada da articulação, são menores os benefícios da artroscopia, levando o médico a considerar outras técnicas para tratamento da articulação lesionada.

 

Previna suas lesões. Faça o diagnóstico precoce.

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