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Perna

A Síndrome Compartimental Aguda

         A síndrome compartimental aguda (SCA) é uma emergência médica caracterizada pelo aumento da pressão dentro de um espaço anatômico chamado de compartimento, causando uma diminuição da nutrição vascular (perfusão) dos tecidos envolvidos (músculos, nervos, vasos).

A perna é uma das localizações anatômicas mais frequentes da instalação da SCA, embora também seja descrita em outros locais, como pés, mãos, coxa, dentre outros.

Um compartimento é o espaço anatômico delimitado por fáscia (tecido fibroso) e osso. O compartimento envolve grupos musculares e possui uma determinada capacidade de distensão.

A SCA resulta frequentemente de uma hemorragia ou edema após uma lesão. O aumento progressivo do conteúdo liquido provoca distensão do compartimento até o seu limite, a partir do qual eleva a pressão interna e pode provocar uma diminuição da perfusão dos tecidos (músculos e nervos) ou até a interrupção completa do fluxo arterial, causando isquemia e até a necrose (morte celular).

A SCA pode se instalar após traumatismos diretos (quedas, contusões), fraturas, queimaduras, esmagamentos, aparelhos de gesso mal feitos, curativos compressivos (enfaixamentos com ataduras), hemorragias, uso de anticoagulantes, dentre outros.

No músculo em repouso a pressão do compartimento medida está entre 0 e 15 mmHg. Se a pressão aumentar para 30 a 45mmHg, muitos indivíduos desenvolverão a SCA.

Os sinais e sintomas da SCA são: a dor contínua de intensidade progressiva no membro acometido, aumento de volume (inchaço) da região com sensação de enrijecimento muscular e limitação de movimentos. O inchaço pode adquirir grandes proporções no membro acometido em algumas horas, o que permite uma fácil identificação clínica.

A dor na SCA pode evoluir para níveis insuportáveis, o que caracteriza uma necessidade urgente de se confirmar o diagnóstico para que o tratamento seja instalado rapidamente, reduzindo o risco de sequelas.

A sensibilidade da pele e das extremidades pode reduzir com o aumento da pressão do compartimento e ser acompanhada pela sensação de “formigamento” (parestesia).

A redução ou a ausência de pulso também são sinais observados na evolução do quadro.

O tratamento é emergencial mediante um tratamento cirúrgico, chamado de fasciotomia, que significa a abertura do compartimento, permitindo que os tecidos envolvidos no processo compressivo continuam recebendo nutrição até que o processo se encerre e a pressão se normalize.

As complicações das SCA negligenciadas ou mal tratadas podem ser a paralisia, as contraturas musculares, as infecções, a lesão nervosa permanente e a rabdomiólise (destruição muscular causando a insuficiência renal).

A suspeita da instalação de uma SCA indica hospitalização, confirmação diagnóstica e tratamento precoce. A negligência diagnóstica e a demora do tratamento podem resultar em sequelas definitivas, tais como as necroses dos tecidos muscular e nervoso, causando paralisias e deformidades

Fique alerta aos grandes traumatismos e bons treinos!

Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino

O que é a síndrome compartimental crônica e como se manifesta?

Definimos a Síndrome Compartimental Crônica (SCC) como uma condição de aumento da pressão dos tecidos dentro de um compartimento fechado delimitado por osso e fáscia, que ocorre durante o exercício.

A SCC é uma das causas de dor na perna decorrente do exercício físico descrita em militares, esportistas ocasionais, atletas amadores e de elite. Os corredores são os esportistas mais acometidos pela SCC, principalmente nas idades entre 30 e 40 anos. A literatura descreve que 15% dos corredores competitivos e 5% dos recreativos apresentam a SCC em algum grau.

Alguns fatores podem ser considerados predisponentes para o desenvolvimento da SCC, como: traumatismos de baixa intensidade, inflamações crônicas, hérnias musculares, hipertrofia muscular induzida pelo uso de esteróides anabolizantes.

O aumento da pressão de um ou mais compartimentos acima dos níveis normais provoca uma redução do fluxo sanguíneo local, causando dor e alteração da função do músculo. O aumento crônico anormal da pressão de um ou mais compartimentos durante o exercício promove um espessamento da fáscia muscular e um desarranjo das fibras musculares, podendo gerar uma lesão irreversível.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor na perna durante a corrida, mesmo em distâncias curtas, de caráter progressivo, levando à necessidade de parar de correr.
  • Tensão aumentada na perna (sensação de inchaço)
  • Limitação da movimentação do tornozelo
  • Sensação de fraqueza muscular
  • Modificações na sensibilidade local.
  • Desaparecimento dos sintomas com o repouso (10 a 15 minutos após interromper a corrida).
  • Ausência de sintomas durante o repouso ou antes do exercício.
  • O paciente geralmente consegue determinar o tempo de corrida necessário para gerar os sintomas.

 

6- Como podemos diagnosticar e tratar a síndrome compartimental crônica?

 

O diagnóstico clínico se baseia principalmente nos dados da história do paciente durante e imediatamente após o exercício físico. Tais informações são fundamentais na suspeita diagnóstica, principalmente pelo fato do individuo ser assintomático no repouso e o exame físico ser frequentemente normal.

Os métodos de diagnósticos por imagem são falhos na identificação da síndrome.

O método diagnóstico ideal é a medida direta das pressões dos compartimentos nos períodos pré e pós-exercício. Os critérios diagnósticos na medida da pressão do compartimento são:

 

  • Pressão de repouso = 15 mmHg

 

  • Pressão com 1 minuto após o esforço = 30 mmHg

 

  • Pressão com 5 minutos após o esforça = 20 mmHg

 

Dentre as formas de tratamento, a fasciotomia (descompressão cirúrgica do compartimento) é o tratamento de escolha para os pacientes desejosos de manter os níveis de treinamento praticados, enquanto o tratamento clínico apresenta resultados insatisfatórios na maioria das vezes.

Síndrome Compartimental Crônica

Muitos atletas queixam-se de dores nas pernas durante ou após a corrida.

As causas das dores nas pernas são as mais variadas, desde a dor muscular tardia (DMT), as lesões musculares, as inflamações (tendinites, bursites), as lesões ósseas (fraturas de estresse, síndrome do estresse tibial medial) e até as compressões nervosas ou vasculares.

Os músculos da perna estão distribuídos em quatro compartimentos (espaços definidos por osso e fáscia). (figura 1)

Figura 1.perna_3

 

Definimos a Síndrome Compartimental Crônica (SCC) como uma condição de aumento da pressão dos tecidos dentro de um compartimento fechado delimitado por osso e fáscia, que ocorre durante o exercício.

 

perna1

A SCC é uma das causas de dor na perna decorrente do exercício físico descrita em militares, esportistas ocasionais, atletas amadores e de elite.

perna_2

O difícil diagnóstico clínico decorre do fato dos sinais e sintomas serem semelhantes a outras doenças e lesões freqüentes.

Os sintomas são restritos ao período da atividade física, portanto não há sintomas durante o repouso (antes do exercício).

Os corredores são os esportistas mais acometidos pela SCC, principalmente nas idades entre 30 e 40 anos.

A literatura descreve que 15% dos corredores competitivos e 5% dos recreativos apresentam a SCC em algum grau.

Alguns fatores podem ser considerados predisponentes para o desenvolvimento da SCC:

  • Traumatismos de baixa intensidade
  • Inflamações crônicas
  • Hérnias musculares
  • Hipertrofia muscular induzida pelo uso de esteróides anabolizantes.

O aumento da pressão de um ou mais compartimentos acima dos níveis normais provoca uma redução do fluxo sanguíneo local, causando dor e alteração da função do músculo.

O aumento crônico anormal da pressão de um ou mais compartimentos durante o exercício promove um espessamento da fáscia muscular e um desarranjo da fibra muscular, podendo gerar uma lesão irreversível.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor na perna durante a corrida, mesmo em distâncias curtas, de caráter progressivo, levando à necessidade de parar de correr.
  • Tensão aumentada na perna (sensação de inchaço)
  • Limitação da movimentação do tornozelo
  • Sensação de fraqueza muscular
  • Modificações na sensibilidade local.
  • Desaparecimento dos sintomas com o repouso (10 a 15 minutos após interromper a corrida).
  • O atleta geralmente consegue determinar o tempo de corrida capaz de gerar estes sintomas.

Os estudos diagnósticos incluem métodos de imagem, porém o método ideal é a medida direta das pressões dos compartimentos nos períodos pré e pós exercício.

Cerca de 50% dos casos de SCC apresentam múltiplos compartimentos afetados e 75% das vezes são bilaterais (ambas as pernas).

Dentre as formas de tratamento, a fasciotomia (descompressão cirúrgica do compartimento) é o tratamento de escolha para os atletas desejosos de manter os níveis de treinamento praticados e apresenta bons e excelentes resultados em 60-100% dos casos, enquanto que o tratamento clínico apresenta-se insatisfatório na maioria das vezes.

Os mecanismos geradores da SCC ainda são parcialmente desconhecidos e as estratégias de prevenção são relativamente incertas.

Fique atento e respeite os seus sintomas, pois eles são seus aliados na busca de uma corrida melhor.

Boa corrida !

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