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Tornozelo

A lesão do tendão tibial anterior do tornozelo

 

         O músculo tibial anterior é o principal motor responsável pelo movimento de flexão dorsal (pé para cima), além de também realizar a inversão do pé. O músculo está localizado no compartimento anterior da perna, origina-se na tíbia e na membrana interóssea localizada entre tíbia e fíbula e se insere em dois ossos do pé (cuneiforme medial e o 1o metatarso).

Os tendões são capazes de responder ao exercício físico, promovendoadaptações específicas, como o aumento da atividademetabólica e circulatória, o aumento da síntese de matriz extracelular e o aumento da massa seca. Tais modificações proporcionam um aumento da resistência ao carregamento mecânico, portanto há contribuições reais do treinamento sobre as propriedades mecânicas dos tendões, embora determinadas cargas possam acarretar lesões celulares e desarranjo das fibras colágenas.

Tendinopatias são multifatoriais e o processo degenerativo que precede a ruptura de um tendão pode resultar de uma variedade de eventos. O mecanismo de lesão do tendão tibial anterior é o resultado de uma laceração do tendão ou um traumatismo por contusão.

A lesão ocorre mais frequentemente em pessoas de meia idade após uma carga excêntrica sobre o tendão tibial anterior previamente degenerado contra uma flexão plantar do pé.

O atraso no diagnóstico é comum por causa da capacidade de se fazer o movimento de dorsiflexão, mesmo com a ruptura completa do tendão tibial anterior, pois há a função secundária de outros músculos, como o extensor longo do hálux (1o dedo do pé) e extensor longo dos dedos.

O exame físico revela dor na região anterior do tornozelo, associada a lesão de tecidos moles ou óssea, aumento de volume e perda do contorno do tendão tibial anterior e desaparecimento da imagem de “corda de arco” durante a realização da dorsiflexão do pé. Alguns indivíduos apresentam ausência de dor, mas com sinais de fraqueza na flexão dorsal do tornozelo.

Os exames de diagnóstico por imagem (ultrassonografia ou ressonância magnética) tem grande importância na confirmação diagnóstica e são úteis para a diferenciação entre a ruptura completa ou parcial do tendão tibial anterior.

O tratamento deve ser individualizado para cada indivíduo e abrange métodos não cirúrgicos, medicamentos para controle da dor e fisioterapia.

Os casos refratários ao tratamento conservador ou naqueles onde exista a ruptura total do tendão, indica-se o tratamento cirúrgico mediante o reparo direto do tendão, principalmente nas lesões agudas ( 6 semanas ).

Cuide dos seus tendões e bons treinos!

 

A Síndrome do Impacto Anterior do Tornozelo

Representa uma síndrome com muitas causas que provocam dor no tornozelo secundária à interposição de osso ou de tecidos moles.

Descrito primeiramente por Morris em jogadores de futebol que apresentavam dor localizada na região anterior (frente) do tornozelo.

A dor é gerada quando movimentamos o tornozelo para cima (dorsiflexão). McMurray criou a frase "tornozelo do jogador de futebol" , notando esta ocorrência em jogadores de futebol.

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A região anterior do da tíbia forma osteófitos, que são bicos ou proeminência ósseas. Da mesma forma temos a formação de osteófitos no tálus o primeiro osso a se articular com a tíbia nos movimentos de flexão e extensão do tornozelo.

Uma das hipóteses da formação dos osteófitos seria uma flexão plantar do tornozelo forçada, causando lesão da cápsula articular anterior e formação de osso na região da lesão.

Tais formações ósseas surgem nos tornozelos de praticantes de esportes que realizam mudanças bruscas de direção.

Os sintomas incluem dor nos extremos do movimento, limitação de movimentos e inchaço. A limitação dos movimentos é maior particularmente durante a extensão do tornozelo (movimento do tornozelo para cima), palpação de irregularidades ósseas .

As radiografias demonstram uma formação óssea achatamento do bordo anterior da tíbia e também no tálus

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Filmes realizados com o pé em dorsiflexão podem demonstrar o contato dos osteófitos anteriores da tíbia com o tálus.

O tratamento conservador consiste na elevação do calcanhar com limitação da dosiflexão e uso antinflamatórios e repouso.

A utilização de órteses e bandagens elásticas podem ser úteis porém apenas restringem o movimento de dorsiflexão do tornozelo

A Ostectomia pode ser feita tanto por via aberta como artroscópica e é indicada quando o tratamento conservador não resolver.

 

Algumas lesões que provocam pinçamento envolvem partes moles incluindo o ligamento tíbio-talar, o ligamento de Bassett e as lesões meniscóides.

As Fraturas de Estresse da Fíbula

As fraturas de estresse de fíbula representam entre 4,6% a 21% de todas as fraturas por estresse.

 

Tornozelo

Embora todo o osso possa ser acometido, o terço distal (quatro a sete centímetros proximais à extremidade distal do maléolo) é o mais envolvido. As fraturas são causadas por uma combinação de forces musculares e cargas axiais.

O quadro clínico se manifesta por dor localizada na face lateral da perna e tornozelo que deve ser diferenciada da síndrome compartimental crônica, tendinite bicipital e síndrome da compressão do nervo fibular e miosite ossificante.

Os principais diagnósticos diferenciais das fraturas por estresse de fíbula são: a síndrome compartimental crônica lateral da perna, tendinite do bíceps femoral e síndrome do pinçamento do nervo fibular.

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O tratamento não cirúrgico é indicado para a mioria das fraturas de estresse de fibula e abrange repouso modificado por três a oito semanas, seguido por um retorno gradual aos níveis de atividade física pregressos.

Órteses pneumáticas também são descritas no tratamento. O repouso absoluto é contraindicado, principalmente nos atletas, em decorreência do enfraquecimento muscular e perda de condicionamento físico.

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