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Tornozelo

A Fratura de Estresse do Maléolo Tibial

A fratura de estresse do maléolo tibial, primeiramente descrita por Devas em 1975 deve ser sempre considerada no diagnóstico diferencial da dor subaguda ou crônica sobre o maléolo medial.

A incidência das fraturas do maléolo tibial variam entre 0,6% e 4,1% de todas as fraturas por estresse. Os sintomas mais frequentes são a dor sobre o maléolo, acompanhada de derrame articular e história de atividade esportiva (corrida) na época da lesão.

Um traço de fratura vertical a partir do bordo medial da tíbia distal dirigindo-se até a metáfise pode ser identificado na radiografia simples, mas, mesmo que o exame radiográfico não identifique qualquer alteração, a cintilografia óssea deve ser solicitada ou a ressonância magnética. O aumento da concentração do radioisótopo à cintilografias, o hipersinal em T2 ou a identificação do traço de fratura associado ao quadro clínico confirmam o diagnóstico.

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Shelbourne descreveu seis casos de fratura por estresse do maléolo medial, dos quais três podiam ser vistos pelas radiografias, enquanto os outros três casos somente apresentavam alterações cintilográficas. O critério de tratamento baseou-se na identificação das fraturas por meio das radiografias e cintilografia óssea.

Os atletas cujo traço de fratura podia ser diagnosticado foram submetidos a tratamento cirúrgico pela redução aberta e fixação interna para permitir um retorno à corrida em seis semanas e ampla participação esportiva após oito semanas. Aqueles casos que apresentavam somente aumento de concentração à cintilografia foram tratados com órteses pneumáticas e retorno total às atividades esportivas em seis a oito semanas. Embora os prazos de retorno à prática esportiva nos dois grupos tratados tenham sido semelhantes, Shelbourne sugere o tratamento cirúrgico aos atletas que necessitem de retorno rápido ao esporte.

Como os exercícios excêntricos podem ser utilizados no tratamento das tendinopatias ?

Os mecanismos exatos pelos quais os exercícios excêntricos contribuem para a melhora da dor e da função nas tendinopatias crônicas permanecem parcialmente compreendidos.

A teoria da Mecanotransdução aponta para uma relação entre o exercício excêntrico e a ativação de genes dos tenócitos, transformando movimento em sinal bioquímico e culminado com reparo tendíneo, através da produção de colágeno.

Estudos revelam aumento da atividade metabólica e aumento da formação de colágeno tipo I em reposta ao exercício agudo. Os exercícios excêntricos possivelmente modificam a história natural da doença degenerativa do tendão. Alguns programas de treinamento excêntrico foram descritos no tratamento das tendinopatias patelar e do calcâneo.

Alguns princípios são incorporados ao tratamento das tendinopatias, como: melhora da função musculotendínea pela incorporação de exercícios excêntricos e pliométricos, aumento da capacidade de absorção de choque do membro inferior através do fortalecimento da cadeia cinética fechada, treinamento dos padrões motores, manutenção da atividade física e alongamento dos isquiotibiais e da musculatura da perna.

Os exercícios excêntricos para tratamento das tendinopatias patelares devem ser realizados seguindo algumas orientações:

excentrico

  • Exercícios diários
  • Período mínimo de 12 semanas
  • 3 séries de 10 a 15 repetições
  • Utilização de pranchas inclinadas
  • A dor durante o exercício deve ser tolerável, porém o aumento da dor no dia seguinte não deve ser permitido
  • Aumento progressivo no número de repetições, séries, carga e velocidade dos exercícios com a melhora dos sintomas.

Lesões do tendão de Aquiles, utilizando a transferência do tendão fibular curto

O tendão de Aquiles é o mais volumoso e resistente tendão do corpo humano, sendo imprescindível para o perfeito funcionamento do mecanismo articular do tornozelo. Esta estrutura apresenta, porém, áreas de fragilidade, principalmente quando submetida a esforços em tensão, o que pode resultar em lesão. As lesões diagnosticadas po- dem ser tratadas conservadoramente ou cirurgicamente. Optamos pelo tratamento cirúrgico, utilizando a técnica de reparo da lesão e reforço com o tendão fibular curto. Para avaliação do procedimento operatório e sua evolução, utilizamos um dinamômetro isocinético Cybex 350, que permitiu a documentação e análise dos dados de for- ma objetiva. Seis pacientes com idade média de 43,8 anos, com lesão do tendão de Aquiles, foram submetidos ao teste. O protocolo preestabelecido foi aplicado e as forças de eversão/inversão, flexão/extensão do pé e tornozelo, dos lados operados e não operados, foram medidas e submetidas a análise estatística. Não constatamos diminuição no torque máximo e torque máximo percentual ao peso para a eversão, inversão e extensão. Quanto à força de flexão, apesar de obtidos resultados com diferença percentual a favor dos lados não operados, tampouco foram estatisticamente significantes.

 

 
NERY, Caio Augusto de Souza ; ALLOZA, José Felipe Marion ; LAURINO, Cristiano Frota de Souza ; TANAKA, Gilson Shinzato . Avaliação da Forca Muscular isocinética do pé e tornozelo após tratamento cirúrgico das lesões do tendão de Aquiles, utilizando a tranferencia do tendao fibular curto.
Revista Brasileira de Ortopedia, Sao Paulo, v. 32, n.7, p. 503-512, 1997.

 

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Avaliação da força muscular isocinética do pé e tornozelo após tratamento cirúrgico das lesões do tendão de Aquiles, utilizando a transferência do tendão fibular curto*

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